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Concelhos mais caros para comprar casa: sete já atingem os 750 mil euros

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Portugal conta com sete concelhos mais caros para comprar casa com preços médios iguais ou superiores a 750 mil euros. Os dados constam do mais recente Barómetro dos Concelhos do Imovirtual, divulgado a 3 de Agosto de 2026. Em primeiro lugar, Cascais mantém a liderança nacional. As maiores valorizações anuais, porém, registam-se em mercados bem mais acessíveis.

Cascais lidera os concelhos mais caros para comprar casa

Cascais apresenta um preço médio de 1,3 milhões de euros. Em seguida, surge Grândola, com 1,1 milhões de euros, e a Calheta, na Madeira, com 920 mil euros.

Além disso, o grupo dos sete integra Castro Marim (860 mil euros), Loulé (779 mil euros), Oeiras (750 mil euros) e São Brás de Alportel (750 mil euros).

Algarve coloca quatro concelhos no Top 10

O Algarve assume peso relevante entre os mercados de maior valor. Assim, Castro Marim, Loulé, São Brás de Alportel e Faro figuram entre os dez concelhos mais caros do país. Em Faro, o preço médio fixa-se nos 675 mil euros.

Por outro lado, o Top 10 inclui ainda Lisboa, com 720 mil euros, e Sines, com 670 mil euros.

Vila Velha de Ródão é o concelho mais acessível

No extremo oposto, Vila Velha de Ródão mantém o preço médio mais baixo do país, nos 49 mil euros. Além disso, seguem-se Pampilhosa da Serra (56.250 euros), Vinhais (57 mil euros) e Proença-a-Nova (67.500 euros).

Completam o grupo dos dez concelhos mais acessíveis Castelo Branco (83 mil euros), Baião (139 mil euros), Guarda (155 mil euros), Bragança (160 mil euros), Portalegre (171 mil euros) e Beja (210 mil euros).

Maiores subidas anuais fora dos mercados premium

É entre estes territórios que se encontram as valorizações mais expressivas. Assim, Portalegre lidera, com um crescimento anual de 32,6%. Seguem-se Vila Velha de Ródão (+29,0%), Beja (+26,3%) e Castelo Branco (+18,6%).

Portanto, estes resultados indicam que a valorização não se concentra apenas nos concelhos com preços mais elevados.

Arrendamento mantém assimetrias acentuadas

Cascais regista a renda média mais elevada do país, nos 2.500 euros mensais. Além disso, seguem-se Alcácer do Sal (2.000 euros), Sines (1.875 euros) e Lisboa (1.850 euros).

Faro e Lagos apresentam ambos 1.800 euros. A lista prossegue com Oeiras (1.700 euros), Montijo (1.650 euros), Loulé (1.630 euros) e Funchal (1.600 euros).

Por outro lado, entre os concelhos mais acessíveis para arrendar, a Guarda apresenta a média mais baixa, nos 500 euros. Seguem-se Pombal (625 euros), Bragança (650 euros) e Castelo Branco (675 euros). Por fim, Coimbra e Viseu registam ambas 750 euros mensais.

Leitura local ganha peso na análise do mercado

Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, sustenta que a evolução do sector depende cada vez mais das dinâmicas locais. Por exemplo, entre os factores apontados estão a procura residencial, o investimento, o turismo e a qualidade de vida.

Os dados do barómetro referem-se a preços médios anunciados na plataforma. Não correspondem, por isso, a valores de transacção efectiva. Consulte a fonte primária em Imovirtual.

 

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