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Trocar um apartamento por uma moradia pode custar menos 190 mil euros do que imagina

Tempo de leitura estimado: 5 minutos

Trocar um apartamento por uma moradia representa, em média, um investimento adicional de 30.500 euros em Portugal.

Contudo, esta diferença varia significativamente conforme a localização e a tipologia do imóvel.

Nos T2, as moradias apresentam um preço médio 190 mil euros inferior ao dos apartamentos. Ainda assim, o valor não significa que imóveis equivalentes, na mesma zona, tenham essa diferença.

A conclusão resulta de uma análise do Imovirtual aos preços médios de venda dos últimos três meses, comparados com o período homólogo de 2025.

A distribuição geográfica da oferta explica grande parte dos resultados. Os apartamentos de menor dimensão concentram-se nas áreas metropolitanas e em empreendimentos recentes.

Por outro lado, muitas moradias T1, T2 e T3 estão localizadas no interior e em zonas periféricas, onde os preços médios são inferiores.

Localização determina o custo da mudança

A diferença entre apartamentos e moradias é mais elevada nos mercados urbanos, turísticos e de maior valorização imobiliária.

Na Madeira, trocar um apartamento por uma moradia representa um acréscimo médio de 300 mil euros.

No Algarve, a diferença atinge 285 mil euros. Seguem-se Setúbal, com 260 mil euros, e Lisboa, com 259.750 euros.

No Porto, comprar uma moradia exige, em média, mais 145.100 euros. Em Braga, a diferença situa-se nos 100 mil euros.

Aveiro apresenta o maior equilíbrio entre os dois segmentos. Neste distrito, a diferença média é de 19.900 euros.

Assim, nas regiões com maior pressão imobiliária, a moradia continua a exigir um investimento consideravelmente superior.

Moradias custam menos em vários distritos do interior

Em vários distritos do interior, o cenário é inverso. As moradias apresentam preços médios inferiores aos dos apartamentos disponíveis no mercado.

Coimbra regista a maior diferença. Neste distrito, uma moradia custa, em média, menos 165 mil euros do que um apartamento.

Em Castelo Branco, a diferença atinge 150 mil euros. Em Viseu, situa-se nos 122.500 euros.

Na Guarda, as moradias custam, em média, menos 80 mil euros. Em Bragança, a diferença é de 47.500 euros.

Estes valores mostram que trocar um apartamento por uma moradia pode não implicar um aumento do orçamento.

No entanto, as médias distritais agregam imóveis com áreas, localizações, idades e estados de conservação distintos.

Por isso, os valores não devem ser interpretados como uma comparação directa entre imóveis equivalentes.

Moradias T2 apresentam diferença de 190 mil euros

A análise por tipologia revela diferenças particularmente elevadas nos imóveis de menor dimensão.

Nas tipologias T1, as moradias apresentam um preço médio de 97 mil euros. O valor fica 143 mil euros abaixo do preço médio dos apartamentos.

Nos T2, as moradias custam, em média, menos 190 mil euros. Esta é a maior diferença identificada no estudo.

Nos T3, a diferença mantém-se elevada, atingindo 185 mil euros a favor das moradias.

A partir dos T4, o intervalo diminui consideravelmente. Neste segmento, a diferença média entre apartamentos e moradias é de 35 mil euros.

O resultado deve ser analisado à luz da distribuição da oferta. Os apartamentos T1 e T2 estão fortemente representados nos centros urbanos e nos mercados mais valorizados.

Em contrapartida, muitas moradias de menor tipologia estão situadas em zonas rurais, periféricas ou do interior.

Deste modo, os 190 mil euros não representam uma poupança garantida numa mudança dentro da mesma cidade ou região.

Moradias valorizam mais do que apartamentos

Apesar de serem mais acessíveis em vários mercados, as moradias registaram uma valorização superior à dos apartamentos.

O preço médio dos apartamentos aumentou 2,3% face ao mesmo período de 2025.

Por sua vez, as moradias valorizaram 7,1%, mais de três vezes acima do crescimento registado nos apartamentos.

As moradias T3 apresentaram a maior subida anual, com uma valorização de 23,9%.

Segundo o Imovirtual, este crescimento reflecte a procura de famílias interessadas em imóveis com mais espaço.

“Existe uma percepção generalizada de que trocar um apartamento por uma moradia implica sempre um investimento muito superior, mas os dados mostram que essa realidade depende muito da localização e da tipologia”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

A responsável salienta que a diferença continua elevada nos grandes centros urbanos e nos mercados de maior valor.

Contudo, em várias zonas do interior, as moradias mantêm preços médios inferiores aos dos apartamentos.

Oferta condiciona comparação entre os dois segmentos

Os apartamentos disponíveis concentram-se, sobretudo, nas tipologias T2 e T3.

Os T2 representam 15% da oferta de apartamentos, enquanto os T3 correspondem a 38,4%.

Nas moradias, predominam as tipologias de maior dimensão. Os T4 representam 37,2% da oferta e os T5 ou superiores atingem 41,2%.

Esta composição influencia os preços médios e limita a comparação directa entre os dois segmentos.

A análise demonstra que a localização tem hoje um peso superior ao tipo de imóvel na definição do investimento necessário.

Nas áreas metropolitanas e nos mercados turísticos, trocar um apartamento por uma moradia continua a exigir mais capital.

Por outro lado, em vários distritos do interior, é possível encontrar mais espaço por um valor inferior.

A oferta imobiliária pode ser consultada no site oficial do Imovirtual.

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