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Taxa Zero ao Volante: 788 condutores acusaram álcool em 37 mil testes numa semana

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A campanha Taxa Zero ao Volante terminou com 788 testes de álcool positivos. No total, as autoridades realizaram 37.196 testes, o que traduz uma taxa de infracção de 2,1%. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP divulgaram o balanço.

Trata-se da oitava campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026. Por sua vez, o tema escolhido foi a condução sob o efeito do álcool. Concretamente, a operação decorreu entre 18 e 24 de Agosto de 2026, nos distritos de Beja, Bragança e Leiria.

Durante a semana, as forças de segurança fiscalizaram presencialmente 507.355 veículos e condutores. Além disso, a ANSR fiscalizou 3.260.351 veículos por radar no Continente. Assim, o total ascende a 3.767.706 veículos e 19.139 infracções registadas.

Entre as infracções detectadas destaca-se, desde logo, a condução sob o efeito do álcool. Seguem-se a ausência ou a incorrecta utilização de equipamentos de segurança. Também pesam as falhas de documentos e as condições técnicas dos veículos. Por fim, surgem o excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel.

Acções reforçadas em Cascais e Oeiras

Além dos distritos de Beja, Bragança e Leiria, a campanha teve reforço na Área Metropolitana de Lisboa. Na noite de 20 para 21 de Agosto de 2026, a ANSR, a GNR e a PSP realizaram duas acções em Cascais e Oeiras. Igualmente, estiveram presentes o Secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, e o Presidente da ANSR, Pedro Clemente.

Ou seja, houve sensibilização e fiscalização no mesmo terreno. O iPressJournal acompanhou estas acções no terreno. Consequentemente, as operações resultaram em 21 infracções por álcool e sete detenções.

No âmbito da campanha, as autoridades sensibilizaram 642 condutores. Nomeadamente, ouviram mensagens como “se beber, não conduza” e “escolha sempre um condutor designado”. As forças de segurança apelaram ainda ao uso de transportes alternativos. Do mesmo modo, pediram que o regresso a casa seja planeado antes de consumir álcool. Em suma, o melhor resultado no teste continua a ser 0,0 g/l.

A iniciativa contou também com os serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira.

Dez mortos nas estradas numa semana

Entre 18 e 24 de Agosto de 2026 registaram-se 2.876 acidentes em território nacional. Deles resultaram dez vítimas mortais, 60 feridos graves e 948 feridos leves. No Continente ocorreram 2.693 acidentes, ou seja, 94% do total. Na verdade, aí concentraram-se todas as vítimas mortais, 58 feridos graves e 905 feridos leves.

Nas Regiões Autónomas verificaram-se 183 acidentes, com dois feridos graves e 43 feridos leves. Por outro lado, a área da GNR registou 1.854 acidentes, isto é, 64% do total. Além disso, nessa jurisdição houve sete vítimas mortais, 51 feridos graves e 650 feridos leves.

Já a área da PSP contabilizou 1.022 acidentes, três vítimas mortais, nove feridos graves e 298 feridos leves. Face ao período homólogo de 2025, houve mais 115 acidentes. Contudo, registaram-se menos quatro vítimas mortais, uma quebra de 28,6%. Em contrapartida, subiram os feridos graves (+50%) e os feridos leves (+4,6%).

Álcool continua entre os principais factores de risco

Em 2025 realizaram-se cerca de 2,1 milhões de testes de álcool. Desses, 1,6% resultaram positivos. Por sua vez, as infracções por álcool representam cerca de 2,4% do total de infracções rodoviárias. Segundo as autoridades, estes valores confirmam o peso deste factor de risco na sinistralidade.

A ANSR, a GNR e a PSP promovem estas campanhas anualmente desde 2020. Para tal, definem os temas de acordo com as recomendações europeias. Até ao final de 2026 realizam-se mais três campanhas do PNF.

Este ano, o plano mantém os temas de 2025: velocidade, álcool, dispositivos de segurança, telemóvel e veículos de duas rodas a motor. Além disso, integra um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis.

Por fim, as autoridades sublinham que a sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade. De facto, as consequências mais graves podem ser evitadas. Para isso, é necessário que todos adoptem comportamentos responsáveis e seguros na estrada. Mais informação em www.ansr.pt.

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