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Os preços médios de venda de habitação em Portugal aumentaram 15,8 % entre 2024 e 2025, enquanto as rendas subiram 5,5 %. A diferença entre estas evoluções agravou o esforço financeiro das famílias no acesso à habitação. O esforço para comprar casa em Portugal 2025 é cada vez mais significativo. Além disso, muitos especialistas estão atentos ao esforço para comprar casa em Portugal 2025 devido às tendências do mercado.
Segundo dados do Imovirtual, em 2025 comprar casa pode exigir até 27 anos de salário em alguns distritos. Por outro lado, arrendar pode representar até 82 % do rendimento mensal, o que evidencia níveis elevados de pressão financeira e um esforço para comprar casa em Portugal 2025 muito superior ao de outros períodos.
Compra de casa mais exigente em Faro e Lisboa
No mercado de compra, Faro lidera o ranking, com 27 anos de rendimento necessários para adquirir habitação. Lisboa surge logo a seguir, com 26,2 anos. Setúbal (21,9 anos), Porto (18,4 anos) e Braga (18,1 anos) completam o grupo dos distritos onde o acesso à propriedade é mais exigente. Em suma, o esforço para comprar casa em Portugal 2025 é uma realidade evidente nestas regiões.
Estes números refletem a crescente dificuldade de acesso à habitação nos territórios com maior dinamismo económico e pressão da procura.
Arrendamento absorve grande parte do rendimento
No arrendamento, Lisboa destaca-se como o distrito onde a renda consome maior percentagem do rendimento médio mensal, atingindo 82 %. Faro apresenta um esforço de 75,8 %, seguido de Setúbal com 68,6 %, Évora com 63,9 % e Porto com 60,7 %.
Além disso, em dez distritos portugueses o esforço com a renda ultrapassa os 50 % do rendimento, patamar considerado de elevado stress financeiro.
Diferenças regionais acentuadas
A análise territorial evidencia diferenças marcadas entre regiões. Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, com rendimento médio mensal de cerca de 1 935 euros, são necessários em média 22,3 anos de salário para comprar casa. O arrendamento consome 71,3 % do rendimento.
No litoral, onde o rendimento médio ronda os 1 636 euros, a compra exige cerca de 18,5 anos de salário e a renda representa 57,8 % do rendimento. Já no interior, com rendimento médio mensal de 1 422 euros, a aquisição requer aproximadamente 9,7 anos de salário. O arrendamento absorve 45,5 % do rendimento, tornando-se relativamente mais acessível.
Entre 2024 e 2025, os preços médios de venda subiram em quase todo o país. Santarém registou a maior valorização anual, com 31,7 %. Nas rendas, a maior subida ocorreu na Guarda, com 28,9 %, demonstrando que a pressão não se limita aos grandes centros urbanos.
Segundo Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados evidenciam um desfasamento crescente entre os preços da habitação e os rendimentos médios. Portanto, o esforço para comprar casa em Portugal 2025 é um elemento central para analisar o acesso à habitação. A decisão entre comprar ou arrendar depende cada vez mais do território e do perfil financeiro de cada família.
O retrato de 2026 confirma um mercado marcado por assimetrias regionais e forte pressão financeira, tanto na compra como no arrendamento. Assim, a leitura territorial torna-se essencial para compreender as dinâmicas do acesso à habitação em Portugal.
