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Site gratuito explica 64 burlas que circulam em Portugal

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Está disponível em alertafraude.pt um guia público sobre burlas e fraudes em Portugal. Reúne 64 esquemas, da burla do MB WAY ao carrossel do IVA, e explica cada um em linguagem corrente. O acesso é gratuito e não exige registo.

O site é da responsabilidade da WhiteHat, Unipessoal, Lda., empresa de cibersegurança sediada em Oeiras e fundada em 2003. Não recebe denúncias: encaminha quem precisa de ajuda para as entidades competentes.

Parar, desconfiar, verificar

A mensagem que abre a página inicial é directa: se há pressa, pode ser fraude. A urgência é a principal ferramenta de quem burla, e o guia propõe uma regra em três passos.

Parar antes de agir. Desconfiar de contactos que não foram pedidos. Verificar sempre por um canal oficial, nunca pelo que vem na própria mensagem.

Quatro perguntas para saber se é burla

A ferramenta mais útil chama-se «Será burla?». São quatro perguntas, no fim das quais o site dá um veredicto e indica os passos seguintes. Permite verificar uma ligação, um IBAN ou um número de telefone. Segundo a organização, não guarda nem envia dados.

Há ainda uma secção «Fui burlado», com o que fazer nas primeiras horas e os contactos úteis, e uma página sobre onde denunciar.

Como funciona uma burla por dentro

A secção «Como funcionam» decompõe os esquemas em seis fases e oito papéis, do recrutador à mula, a pessoa que movimenta o dinheiro roubado e que é muitas vezes ela própria uma vítima recrutada sem perceber o que está a fazer.

O catálogo permite filtrar por tema, pelo local onde a burla acontece e por quem está mais exposto. Há seis guias por público: quem compra online, quem vende usados, quem cuida de pais ou avós, jovens, investidores e trabalhadores de empresas. Cada ficha indica o sinal principal, o nível de risco e o que fazer.

Completa-se com um glossário de 47 termos, de phishing a smishing e frase de recuperação, e com uma secção de notícias que liga alertas das autoridades e da imprensa às burlas do catálogo.

Fontes identificadas em cada ficha

Os textos são elaborados a partir de 128 fontes públicas, segundo a equipa responsável, entre alertas de autoridades, reguladores e imprensa. Cada ficha remete para o original e o método de avaliação do risco está publicado na página «Sobre».

«Quem burla conta com a pressa e com a vergonha de quem é enganado. Queríamos um sítio onde qualquer pessoa possa confirmar, em dois minutos, se aquela mensagem é o que parece. E, se já aconteceu, saber exactamente o que fazer a seguir», afirma Nuno Mendes, CEO da WhiteHat.

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