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A Reserva Natural do Estuário do Sado assinalou na quinta-feira 46 anos, com o anúncio de três novas crias de roaz-corvineiro nascidas em 2026. A população residente passa a contar 25 indivíduos.
O anúncio foi feito pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. A comunidade do Sado é a única população residente de roaz-corvineiro em Portugal continental e uma das três existentes na Europa.
Duas crias em Junho, uma em Agosto
As duas primeiras crias nasceram em Junho, filhas das fêmeas Moisés e Pirata. A terceira nasceu em Agosto e é filha da fêmea Todi.
A comunidade conta agora 12 machos, oito fêmeas e cinco animais cujo sexo ainda não foi determinado.
O ICNF explica que os nascimentos só são anunciados alguns meses depois de ocorrerem. É necessário confirmar que as crias sobreviveram, que se desenvolvem e que estão integradas no grupo.
Faltam quatro animais nas contas do ICNF
O número divulgado levanta uma questão que o comunicado não responde.
Em Janeiro de 2026, após o nascimento da cria Bravo, o próprio ICNF indicava 26 indivíduos. Somados os três nascimentos de 2026, a comunidade deveria ter 29 animais. O instituto anuncia 25.
A diferença é de quatro indivíduos. O comunicado não refere qualquer morte, nem explica a discrepância. O iPressJournal pediu esclarecimento ao ICNF.
A oscilação não é inédita. Entre 2014 e 2025, a população variou entre 32 e 25 animais. Nasceram onze crias entre 2017 e 2020, nenhuma em 2021 e 2022, e seis em 2023. Em 2024 não houve nascimentos e morreram quatro roazes. Em 2025 nasceu o Bravo, em Julho, e morreu o macho Escuro, em Maio, com 29 anos.
Alunos do 1.º ciclo escolhem os nomes
À semelhança dos anos anteriores, os nomes das três crias serão escolhidos por alunos do 1.º ciclo de escolas dos concelhos abrangidos pela Reserva.
A iniciativa pretende aproximar as gerações mais novas do património natural do estuário. O Bravo, nascido em 2025, foi baptizado pelo mesmo processo.
Quase 24 mil hectares e quatro concelhos
A Reserva Natural do Estuário do Sado foi criada pelo Decreto-Lei n.º 430/80, de 1 de Outubro. Abrange cerca de 23.971 hectares nos concelhos de Setúbal, Palmela, Alcácer do Sal e Grândola.
A área protegida integra habitats de elevada importância ecológica, com particular relevo para a conservação da avifauna.
A dimensão reduzida da população de roazes obriga a medidas de contenção. A observação de golfinhos a partir de embarcações está sujeita a restrições durante o mês de Agosto e é suspensa todos os dias entre as 13 e as 15 horas, para dar descanso aos animais.





