Tempo de leitura estimado: 4 minutos
A campanha Viaje sem Pressa arrancou na madrugada de 13 de Outubro com duas operações na Área Metropolitana de Lisboa. A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP fiscalizaram 241 veículos. No total, detectaram 36 infracções por excesso de velocidade e 54 outras infracções. Além disso, detiveram oito condutores.
A campanha decorre entre 13 e 19 de Outubro. Por isso, é dedicada à prevenção dos riscos associados à velocidade durante toda a semana.
Campanha Viaje sem Pressa: duas operações na Grande Lisboa
As operações decorreram junto às portagens de Carcavelos, na A5, e também no acesso norte ao tabuleiro da Ponte 25 de Abril. Assim, conjugaram a fiscalização policial com a sensibilização presencial dos condutores pela ANSR.
Estiveram presentes o Secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, e o presidente da ANSR, Pedro Clemente. Participaram igualmente o adjunto do Comandante Operacional da GNR, Major-General Joselino Gouveia Seabra Ferreira, e o director do Departamento de Operações da PSP, Superintendente Manuel Gonçalves.
Nas duas operações, a ANSR sensibilizou 190 condutores com distribuição de folhetos informativos. Entretanto, a GNR e a PSP fiscalizaram 241 veículos.
Balanço das duas operações
Na A5, junto às portagens de Carcavelos, no sentido Lisboa-Cascais, a GNR fiscalizou 56 veículos, enquanto a ANSR sensibilizou 50 condutores. Além disso, registou 35 infracções por excesso de velocidade e 16 outras infracções, nomeadamente por falta de documentos, pneumáticos, títulos de condução e iluminação. Por fim, deteve dois condutores, por desobediência e por falta de habilitação legal.
No acesso norte à Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada, a PSP fiscalizou 185 veículos, enquanto a ANSR sensibilizou 140 condutores. Aqui, houve apenas uma infracção por excesso de velocidade, mas 38 outras infracções. Entre elas contam-se a falta de colete, de triângulo, de extintor, de IPO, de documentos e de seguro. Contam-se também a condução sob o efeito de álcool, graves e muito graves, a passagem de traço contínuo e o excesso de lotação. Por outro lado, a PSP deteve seis condutores, por condução sob embriaguez, falta de habilitação legal para conduzir, especulação e desobediência.
Sensibilizar antes que seja tarde
A intervenção conjunta da ANSR, da GNR e da PSP tem uma missão essencial. Em primeiro lugar, pretende chegar directamente aos condutores. Depois, procura promover escolhas que evitem acidentes antes de estes acontecerem.
Quanto maior a velocidade, maior é a distância necessária para imobilizar o veículo. Além disso, mais graves podem ser as consequências de um acidente. Respeitar o limite indicado na sinalização pode não ser suficiente. Por exemplo, quando chove, a visibilidade é reduzida ou o trânsito é mais intenso, é necessário adequar a velocidade às condições existentes.
Segundo dados da ANSR, entre 2023 e 2025, os acidentes associados à velocidade excessiva para as condições existentes provocaram 154 mortes e 563 feridos graves.
Estes números evidenciam as consequências da velocidade inadequada. Por isso, importa prevenir comportamentos que colocam em risco quem conduz, quem viaja ao seu lado e quem se desloca a pé ou de bicicleta.
O Secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, afirmou que «a pressa ao volante pode ter consequências irreversíveis. Respeitar os limites e adaptar a velocidade às condições da estrada é responsabilidade de cada condutor. A sensibilização da ANSR e a fiscalização da GNR e da PSP têm um objectivo comum: evitar acidentes graves e salvar vidas».
Décima campanha do Plano Nacional de Fiscalização
Estas duas acções integram-se na décima das onze campanhas do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026. Sob o lema Viaje sem Pressa, a campanha decorre de 13 a 19 de Outubro. Assim, prevê acções conjuntas de sensibilização e fiscalização no território continental, além de acções de comunicação nos meios digitais.
O PNF é desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP, no quadro estratégico Visão Zero 2030. O objectivo é eliminar as vítimas mortais e os feridos graves nas estradas portuguesas até 2030. Em Agosto, por exemplo, a campanha Taxa Zero ao Volante detectou 788 condutores com álcool em 37 mil testes.
A sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade. Viajar sem pressa é, portanto, dar tempo à segurança.
Leia também: Eneco Tour junta homens e mulheres na mesma corrida de seis dias.





