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O Portal da Queixa reforçou o alerta para o aumento das burlas associadas à venda de cadernetas e cromos do Mundial 2026, depois de ter registado uma subida significativa do número de reclamações nas últimas semanas.
Segundo os dados mais recentes, já foram reportadas 203 reclamações, evidenciando a rápida expansão de um esquema fraudulento que apresenta contornos de crime organizado internacional e que continua a utilizar plataformas digitais para enganar os consumidores.
Burlas com cromos do Mundial 2026: websites falsos alimentam a fraude
Os esquemas recorrem a websites fraudulentos e anúncios patrocinados, frequentemente divulgados através das redes sociais, que simulam lojas legítimas e utilizam a imagem de marcas reconhecidas para captar vítimas.
Muitos consumidores acreditam estar a adquirir produtos oficiais e acabam por efetuar pagamentos sem nunca receberem os artigos encomendados.
Além disso, os burlões recorrem a mensagens de urgência e de escassez de stock para pressionar as vítimas a concluir rapidamente as compras.
Consumidores recorrem aos bancos para tentar recuperar o dinheiro
A análise efetuada pelo Portal da Queixa revela que muitos consumidores apresentaram reclamações dirigidas à Panini e contactaram instituições bancárias na tentativa de recuperar os valores pagos.
Também foram efetuadas denúncias em plataformas como o Facebook e o Instagram, onde vários destes esquemas são promovidos.
Os relatos apontam para um padrão consistente: campanhas aparentemente legítimas, pagamentos digitais rápidos e ausência total de confirmação ou entrega dos produtos.
Lisboa, Porto e Setúbal concentram mais reclamações
Os dados permitem identificar as regiões mais afetadas.
Lisboa lidera com 21,77% das reclamações, seguida do Porto com 19,56% e de Setúbal com 15,50%.
Aveiro, Braga e Leiria surgem igualmente entre os distritos mais afetados, todos com valores superiores a 6%.
Ao nível do género, as mulheres representam 53,51% das reclamações, enquanto os homens correspondem a 46,49%.
Adultos entre os 45 e os 54 anos são os mais afetados
A faixa etária mais atingida situa-se entre os 45 e os 54 anos, representando 34,69% dos casos reportados.
Seguem-se os consumidores entre os 35 e os 44 anos, com 29,15%, e o grupo entre os 25 e os 34 anos, com 15,87%.
Os dados demonstram que este tipo de fraude afeta sobretudo adultos em idade ativa.
Portal da Queixa reforça medidas de prevenção
Perante o aumento dos casos, o Portal da Queixa recomenda a adoção de medidas preventivas antes de realizar compras online. Veja também mais conteúdos na nossa secção de Segurança.
Entre as principais recomendações estão:
- Verificar a credibilidade do website;
- Confirmar a entidade de pagamento;
- Desconfiar de ofertas demasiado atrativas;
- Evitar decisões impulsivas motivadas por mensagens de urgência;
- Consultar plataformas de reputação.
Além disso, os consumidores podem utilizar a ferramenta gratuita «Não Sejas Pato» para avaliar a fiabilidade das lojas online antes de efetuarem qualquer compra.





