Tempo de leitura estimado: 4 minutos
A campanha Taxa Zero ao Volante levou a ANSR, a GNR e a PSP para a estrada na noite de 20 para 21 de Agosto de 2026. Em duas acções na Área Metropolitana de Lisboa realizaram-se, ao todo, 342 testes de álcool. O resultado foi claro: 21 infracções por condução sob o efeito do álcool e, além disso, sete detenções por condução em estado de embriaguez.
Duas operações, quase 400 condutores fiscalizados
A primeira acção arrancou após as 23h00 de 20 de Agosto de 2026, em Cascais. Decorreu, nomeadamente, na Rotunda da Abuxarda, no início da A16, com a GNR. A segunda começou depois das 00h30 de 21 de Agosto de 2026, na Avenida Marginal, em Oeiras. Ficou, por sua vez, junto ao Forte da Giribita, na curva dos Pinheiros, com a PSP.
Em ambas, a fiscalização policial juntou-se à sensibilização presencial dos condutores pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Estiveram presentes, além disso, o Secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, e o Presidente da ANSR, Pedro Clemente.
Balanço da operação da GNR em Cascais
Em Cascais, a GNR fiscalizou 248 condutores e realizou 248 testes de álcool. Detectou, assim, 16 infracções por condução sob o efeito do álcool: 11 contra-ordenações e cinco detenções por condução em estado de embriaguez. Além disso, registou 19 outras infracções. Por fim, deteve um condutor por falta de habilitação legal para conduzir.
Balanço da operação da PSP em Oeiras
Em Oeiras, por sua vez, a PSP fiscalizou 150 condutores e realizou 94 testes de álcool. Detectou, assim, cinco infracções por condução sob o efeito do álcool: três contra-ordenações e duas detenções por condução em estado de embriaguez. Além disso, registou 22 outras infracções. Por fim, deteve um condutor por condução perigosa e outro por falta de habilitação legal.
Taxa Zero ao Volante: 28 em cada 100 vítimas autopsiadas tinham álcool acima do limite
A presença da ANSR nestas operações tem uma missão concreta: chegar aos automobilistas antes de os acidentes acontecerem. Conduzir depois de consumir álcool compromete, desde logo, os reflexos. Além disso, aumenta o tempo de reacção e reduz a capacidade de decisão. Mesmo pequenas quantidades podem, aliás, afectar a condução.
Segundo dados da ANSR, em 2025, 28 em cada 100 vítimas de acidentes rodoviários autopsiadas em Portugal tinham uma taxa de álcool acima do limite legal. Entre estas, 78% apresentavam uma taxa igual ou superior ao valor considerado crime.
Por isso, a mensagem da campanha é simples: o melhor resultado no teste é 0,0 g/l.
A decisão é tomada antes de arrancar
A campanha apela, assim, a escolhas que podem salvar vidas:
- Se beber, não conduza;
- Escolha sempre um condutor designado;
- Além disso, utilize transportes alternativos;
- Planeie também o regresso a casa antes de consumir álcool;
- Por fim, respire vida e sopre zero.
Para o Secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, «Não há tréguas para quem conduz sob o efeito do álcool. A GNR e a PSP vão continuar a intensificar a fiscalização nos pontos de maior risco, sobretudo durante a época de verão, para que a mensagem chegue de forma inequívoca: ao volante, a tolerância é zero.»
O Presidente da ANSR, Pedro Clemente, sublinhou, por seu lado, que «Cada decisão responsável evita uma tragédia. Por isso a ANSR está no terreno, a falar com os condutores antes de arrancarem — porque a melhor fiscalização é aquela que nunca chega a ser necessária.»
Oitava campanha do Plano Nacional de Fiscalização de 2026
Estas duas acções integram a oitava campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026. A campanha decorre, aliás, entre 18 e 24 de Agosto de 2026, sob o lema «Taxa Zero ao Volante». Combina, portanto, sensibilização presencial da ANSR com operações de fiscalização da GNR e da PSP. Todas se centram, sobretudo, nos comportamentos de risco associados aos acidentes graves.
O PNF é desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP. Enquadra-se, por fim, na Visão Zero 2030, que tem como objectivo eliminar as vítimas mortais nas estradas portuguesas.
Leia também
No âmbito da mesma estratégia, a ANSR assinou compromissos com Coimbra e com as auto-estradas. Antes disso, além do mais, a ANSR e a Lusoponte assinaram o Compromisso Visão Zero 2030. Do lado do consumo automóvel, entretanto, as reclamações sobre carros eléctricos quase triplicaram em dois anos.






