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Professor João de Almeida Santos reflete sobre a poesia, a ausência e a condição humana em novos fragmentos literários

Tempo de leitura estimado: 4 minutos

O professor catedrático, ensaísta, poeta e investigador João de Almeida Santos publicou um novo conjunto de reflexões integradas na série «Novos Fragmentos (XXVIII) – Para um Discurso sobre a Poesia», uma obra onde a poesia, a filosofia e a condição humana se cruzam numa profunda análise do tempo, da memória e da identidade.

Além disso, o texto, intitulado «Pêndulo», desenvolve uma reflexão sobre a natureza do poeta e a sua permanente travessia entre a presença e a ausência, transformando a poesia num exercício contínuo de procura e reconstrução interior.

Aliás, a publicação está disponível na página oficial do autor:

Um novo paradigma para o socialismo democrático – João de Almeida Santos

Poesia como movimento permanente entre o presente e a memória

Em «Pêndulo», João de Almeida Santos descreve o poeta como alguém que nunca parte definitivamente.

Deste modo, através de uma escrita ensaística e poética, desenvolve a ideia de que a criação artística nasce num espaço intermédio, situado entre o presente e o passado, entre a terra e o mar, entre a presença e a ausência.

Por conseguinte, o autor apresenta a poesia como um processo de deslocação permanente, onde a memória, o desejo e a imaginação funcionam como motores da criação.

Esta visão da poesia como travessia dialoga com outras iniciativas culturais, como se viu no Dia Mundial da Poesia assinalado em Ponta Delgada.

Por outro lado, para o académico, o poeta vive numa permanente travessia interior, num movimento de ida e regresso que nunca se conclui.

Uma das referências portuguesas do pensamento político contemporâneo

João de Almeida Santos é professor catedrático, ensaísta, investigador e antigo diretor da Faculdade de Ciências Sociais, Educação e Administração da Universidade Lusófona.

Importa referir que, licenciado em Filosofia pela Universidade de Coimbra, doutorou-se pelas Universidades de Roma «La Sapienza» e Complutense de Madrid, desenvolvendo uma vasta carreira académica internacional.

Além do percurso universitário, desempenhou funções governativas como chefe de gabinete de vários ministros portugueses entre 1995 e 2002 e foi assessor político do Primeiro-Ministro entre 2005 e 2011.

Obra académica e ensaística marca várias gerações

Com efeito, ao longo da sua carreira publicou dezenas de obras nas áreas da filosofia política, democracia, comunicação, media, arte e poesia.

Entre os seus livros mais conhecidos destacam-se:

  • «O Princípio da Hegemonia em Gramsci» (1986)
  • «Paradoxos da Democracia» (1998)
  • «Os Intelectuais e o Poder» (1999)
  • «Breviário Político-Filosófico» (1999)
  • «Homo Zappiens – O Feitiço da Televisão» (2000)
  • «Media e Poder – O poder mediático e a erosão da democracia representativa» (2012)
  • «À Esquerda da Crise» (2013)
  • «Política e Democracia na Era Digital» (2020)
  • «A Dor e o Sublime – Ensaios sobre a Arte» (2023)
  • «Política e Ideologia na Era do Algoritmo» (2024).

Arte, poesia e pensamento convergem numa obra multidisciplinar

Por fim, nos últimos anos, João de Almeida Santos consolidou também uma forte dimensão artística.

Além da poesia, desenvolve trabalho como pintor digital, tendo realizado exposições individuais e integrado a componente visual nas suas publicações literárias.

A série «Novos Fragmentos» representa precisamente essa convergência entre pensamento filosófico, escrita poética e expressão artística, propondo uma reflexão sobre a contemporaneidade e a condição humana.

Para quem aprecia este cruzamento entre arte e palavra, vale também a leitura de DIVINA CONDIÇÃO.

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