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A Havas Media Network lançou o (re)THINK MEDIA. Com efeito, este novo ciclo de talks é dedicado à reflexão sobre a transformação dos meios de comunicação em Portugal. Desde logo, a primeira edição teve como tema «De um Ecrã para um Ecossistema». Assim, reuniu representantes dos principais grupos de media nacionais. O objetivo foi debater os desafios de um setor cada vez mais influenciado pela fragmentação das audiências, pela inteligência artificial e pela utilização estratégica dos dados.
Além disso, o encontro contou com responsáveis da Impresa, Media Capital, RTP, Media Livre, NOS, Disney e SAPO. Em conjunto, procuraram responder a uma questão central. Ou seja, como podem os meios manter a relevância num ecossistema cada vez mais digital, fragmentado e orientado por dados?
Televisão mantém relevância junto dos portugueses
Uma das principais conclusões do debate foi clara: a televisão continua a desempenhar um papel central no consumo mediático dos portugueses.
Segundo os dados apresentados, cerca de 7,7 milhões de pessoas consomem televisão diariamente. Em média, dedicam-lhe mais de cinco horas por dia. Por isso, Portugal está entre os países europeus com maior consumo televisivo.
Por sua vez, os representantes da Impresa e da Media Capital defenderam o papel da televisão. Na sua opinião, este meio continua a ser fundamental para gerar notoriedade, confiança e impacto junto das audiências.
Além disso, destacaram algumas particularidades do mercado nacional, como a elevada penetração da televisão por subscrição e a forte ligação dos espectadores aos conteúdos produzidos localmente.
Streaming e televisão passam a integrar um mesmo ecossistema
Em primeiro lugar, os responsáveis da RTP defenderam uma nova visão do setor. No seu entender, a televisão funciona como um ecossistema de conteúdos e não apenas como um canal de distribuição.
Assim, neste modelo, a televisão linear, o streaming, as plataformas digitais e as redes sociais coexistem. Deste modo, complementam-se e acompanham hábitos de consumo cada vez mais flexíveis.
Atualmente, 52,1% dos portugueses utilizam serviços de streaming e 42,2% subscrevem pelo menos uma plataforma digital.
Para Jorge Padinha, responsável comercial da Disney, esta evolução demonstra que o consumo audiovisual está a expandir-se para múltiplos ambientes e formatos.
Connected TV ganha peso no investimento publicitário
Os oradores identificaram a Connected TV como uma das maiores transformações do setor.
De facto, segundo Nuno Rios, do SAPO, esta tecnologia combina a capacidade emocional do ambiente televisivo com as ferramentas de segmentação e medição típicas do digital.
Por outro lado, as previsões indicam que o streaming poderá representar cerca de 40% do investimento mundial em televisão até 2030.
Adicionalmente, 82% dos anunciantes planeiam aumentar o investimento em Connected TV nos próximos anos.
Havas Media Network aponta caminhos para o futuro dos media
Por conseguinte, os representantes da Media Livre e da NOS destacaram a crescente importância das estratégias multiplataforma.
Além disso, os grupos de media estão a evoluir para ecossistemas integrados, combinando televisão, digital, streaming, eventos, newsletters e podcasts.
Por fim, no encerramento da sessão, Vítor Dourado, Chief Investment Officer da Havas Media Network Portugal, sublinhou a importância da colaboração entre todos os intervenientes do mercado.
O responsável defendeu que o futuro dos media dependerá da complementaridade entre plataformas, da inovação tecnológica e da cooperação entre marcas, agências e operadores.
O (re)THINK MEDIA continuará ao longo do ano com novas sessões dedicadas às principais tendências que estão a transformar a comunicação e a relação entre marcas e audiências.
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