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A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia alerta para a importância do rastreio precoce do cancro colorretal, que continua a apresentar elevada incidência e mortalidade em Portugal. Por isso, o rastreio cancro colorretal aos 45 anos ganha cada vez mais destaque nas recomendações.
A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) vai promover uma campanha nacional de consciencialização no âmbito do Mês da Prevenção do Cancro Colorretal, assinalado em março. A iniciativa decorre sob o mote “Há atrasos que custam a ultrapassar, outros não dão uma segunda oportunidade” e pretende sensibilizar a população para a realização do rastreio a partir dos 45 anos. Além disso, há uma ênfase especial no rastreio cancro colorretal aos 45 anos para aumentar a deteção precoce.
De acordo com dados do Global Cancer Observatory (2022), o cancro colorretal é o terceiro mais frequente e o segundo mais letal em Portugal. Além disso, entre 70 % e 90 % dos casos são diagnosticados apenas após o aparecimento de sintomas.
Diagnóstico tardio continua a ser frequente
Segundo Marília Cravo, presidente da SPG, o cancro colorretal caracteriza-se por elevada incidência e mortalidade. Quando surgem sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, alteração do trânsito intestinal, perda de peso ou anemia, a doença pode já encontrar-se numa fase avançada.
A especialista refere que a maioria dos casos é identificada em fase sintomática. Assim, reforça-se a necessidade de rastreio sistemático a partir dos 45 anos, sendo fundamental apostar no rastreio cancro colorretal aos 45 anos como medida preventiva.
Colonoscopia permite deteção precoce
A colonoscopia constitui o exame de referência para o rastreio. Permite detetar pólipos intestinais que podem evoluir para cancro, possibilitando a sua remoção antes da transformação maligna.
Quando o cancro colorretal é identificado numa fase inicial, a taxa de sobrevivência aos cinco anos pode atingir cerca de 90 %. Por outro lado, o diagnóstico tardio reduz significativamente as probabilidades de tratamento eficaz. Contudo, o rastreio cancro colorretal aos 45 anos pode ser decisivo para salvar vidas.
A SPG sublinha que a prevenção inclui também a adoção de um estilo de vida saudável. Uma alimentação equilibrada, atividade física regular e controlo do peso corporal contribuem para reduzir o risco.
Campanha nacional durante o mês de março
A campanha será divulgada nas redes sociais da SPG e nos meios de comunicação social ao longo de março. Além disso, disponibiliza informação detalhada através do portal Saúde Digestiva, através do seguinte link: www.saudedigestiva.pt
A mensagem central é clara: o rastreio aos 45 anos pode permitir prevenir ou diagnosticar precocemente o cancro colorretal, aumentando as probabilidades de sucesso terapêutico. Em resumo, rastreio cancro colorretal aos 45 anos é essencial para fortalecer a prevenção.
nn
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