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A consultora LLYC anunciou a transformação da revista UNO numa plataforma digital permanentemente activa. Em primeiro lugar, a nova UNO analisa a desordem global e a ameaça da desinformação, focando-se nos principais desafios geopolíticos que afectam empresas, instituições e democracias.
Além disso, a nova UNO abandona o modelo tradicional de publicação periódica em papel para assumir um formato digital contínuo. Por outro lado, passa a contar com actualização regular de conteúdos e com a participação de especialistas internacionais em áreas como comunicação, política, filosofia, geopolítica e inteligência artificial.
Segundo a empresa, o objectivo passa por criar um espaço de reflexão estratégica. Desta forma, diferentes perspectivas podem contribuir para interpretar um cenário internacional marcado pela instabilidade, pelo excesso de opinião e pela fragmentação da informação.
Desinformação e inteligência artificial em debate
Nesta primeira edição digital, a plataforma dedica especial atenção ao impacto da desinformação e da inteligência artificial na democracia. Em concreto, considera também os efeitos destas questões no espaço público.
Por exemplo, o sócio e CEO global da LLYC, Alejandro Romero, participa numa conversa com a jornalista Pepa Bueno. Por sua vez, o filósofo Daniel Innerarity intervém sobre o papel do jornalismo tradicional no combate à manipulação informativa.
Entretanto, a plataforma analisa igualmente o impacto das tensões geopolíticas na economia global, num contexto considerado o mais instável das últimas décadas.
Nesse contexto, Luisa García e Pol Morillas analisam os efeitos das rivalidades geopolíticas. Adicionalmente, exploram o aumento do unilateralismo e o seu impacto sobre o ambiente económico e empresarial.
Por outro lado, o professor José María de Areilza defende que os executivos precisam de desenvolver maior agilidade estratégica. Assim, poderão interpretar novos riscos políticos e actuar num contexto internacional cada vez mais fragmentado.
UNESCO alerta para liderança baseada em evidências
Por sua vez, a directora-geral adjunta de Ciências Sociais e Humanas da UNESCO, Gabriela Ramos, escreve nesta edição sobre a necessidade de uma liderança baseada em evidências, empatia e deliberação colectiva.
Segundo a responsável, o actual contexto internacional exige líderes capazes de substituir certezas absolutas. Em vez disso, devem aplicar modelos de decisão mais colaborativos e sustentáveis.
Além disso, a nova plataforma pretende funcionar como espaço de diálogo permanente entre especialistas internos da empresa. Da mesma forma, acolhe vozes externas ligadas à academia, política, comunicação e economia.
Em concreto, para Tiago Vidal, o ritmo acelerado das mudanças obriga empresas e organizações a anteciparem cenários. Por isso, devem partilhar conhecimento para reduzir riscos e identificar oportunidades futuras.
Em conclusão, a nova UNO analisa a desordem global e a ameaça da desinformação a partir de uma abordagem permanente e plural, podendo ser consultada através da plataforma digital oficial da LLYC.






