Tempo de leitura estimado: 3 minutos
O Dia Internacional do Orgasmo Feminino assinala-se este sábado, 8 de Agosto de 2026. Antes de mais, a efeméride pretende dar visibilidade à sexualidade feminina e ao direito das mulheres ao prazer, combatendo tabus e desinformação. Apesar do nome insólito, a data nasceu de uma preocupação de saúde pública.
Como nasceu o Dia Internacional do Orgasmo Feminino
A origem remonta ao município de Esperantina, no estado brasileiro do Piauí. Ali, o então vereador José Arimateia Dantas Lacerda promoveu a criação de um dia dedicado ao tema. A ideia surgiu depois de um estudo da Universidade Federal do Piauí indicar que 28% das mulheres da região não conseguiam atingir o orgasmo. Por isso, o autarca classificou a questão como problema de saúde pública. Com o tempo, a iniciativa local ganhou projecção internacional e passou a assinalar-se a 8 de Agosto em vários países.
Dia Internacional do Orgasmo Feminino e a “diferença orgásmica”
De facto, a investigação científica dá suporte à preocupação que originou a data. Segundo um estudo publicado em 2018 na revista Archives of Sexual Behavior, os homens heterossexuais atingem o orgasmo em cerca de 95% das relações sexuais. Já nas mulheres heterossexuais essa percentagem ronda os 65%. A esta disparidade os investigadores chamam “diferença orgásmica” (orgasm gap). Consequentemente, especialistas em saúde sexual defendem mais educação sexual, diálogo entre parceiros e atenção ao prazer feminino como componentes do bem-estar.
Inquérito europeu associa infidelidade a maior satisfação sexual
A propósito da efeméride, a Gleeden, plataforma de encontros extraconjugais, divulgou um inquérito realizado junto de mais de 8.000 utilizadores europeus. Segundo a empresa, 78% dos inquiridos afirmam sentir-se mais desinibidos fora do casamento. Além disso, os dados indicam que o amante se foca no prazer da parceira em 62% dos casos, contra 21% no caso do cônjuge. Por fim, 67% dos participantes apontam os preliminares como uma das principais vantagens das relações extraconjugais.
Importa, contudo, sublinhar que se trata de um inquérito da própria plataforma, com uma amostra composta exclusivamente por utilizadores de um serviço de encontros extraconjugais — ou seja, sem valor estatístico representativo da população europeia. Assim, convém ler os resultados como retrato desse universo específico e não como estudo científico independente.
Leia também: Sobrecarga de estímulos afecta o desejo e a sexualidade, alerta sexóloga






