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Sinais do cancro digestivo: campanha da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia

Gastrenterologistas alertam para os sinais do cancro digestivo

Tempo de leitura estimado: 3 minutos

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) lançou uma campanha nacional sobre os sinais do cancro digestivo. Este grupo inclui os tumores do esófago, estômago, fígado, pâncreas, vias biliares, cólon e recto. A acção assinala o Dia Mundial do Cancro Digestivo, a 30 de Setembro.

A campanha tem por mote “Seja pontual! Há atrasos que podem mudar a sua vida!”. Além disso, integra a iniciativa Saúde Digestiva, da mesma sociedade. Estes tumores estão entre os mais frequentes. No entanto, podem evoluir de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais.

Prevenção dos cancros digestivos começa antes do diagnóstico

“Embora nem todos os cancros digestivos possam ser evitados, podemos reduzir alguns dos seus factores de risco através da adopção de um estilo de vida mais equilibrado e saudável”, afirma Marília Cravo, gastrenterologista e presidente da SPG.

Por isso, a médica sublinha o papel dos programas de rastreio. Estes permitem detectar a doença cedo ou identificar lesões tratáveis antes de evoluírem para cancro. Em Fevereiro, os gastrenterologistas reforçaram também o apelo ao rastreio do cancro colorrectal a partir dos 45 anos.

“Com esta campanha, queremos deixar uma mensagem simples: seja pontual com a sua saúde digestiva, porque o tempo pode fazer a diferença”, acrescenta.

Entre as medidas de prevenção, a SPG destaca não fumar e moderar ou eliminar o consumo de álcool. Recomenda também manter um peso adequado e praticar actividade física com regularidade. Finalmente, aconselha uma alimentação equilibrada.

Sinais do cancro digestivo que não devem ser adiados

A sociedade enumera os sinais de alerta que justificam avaliação médica quando persistem. Entre eles estão alterações recentes dos hábitos intestinais, sangue nas fezes e dificuldade em engolir. Também a perda de peso inexplicada, a anemia e a dor abdominal persistente exigem atenção.

“A presença destes sintomas não significa necessariamente a existência de cancro, mas justifica uma avaliação médica”, explica Marília Cravo. Assim, a SPG apela a que ninguém adie a consulta perante os sinais do cancro digestivo.

Cancro do cólon e recto em números

O mais frequente destes tumores é o colorrectal. Em Portugal surgem cerca de 10 mil novos casos por ano e mais de 4 mil mortes, ou seja, 11 por dia. Os dados são do Global Cancer Observatory, citados pela News Farma.

Além disso, um quinto dos doentes já tem doença metastizada quando recebe o diagnóstico. Quando a detecção é precoce, a sobrevivência aos cinco anos pode ultrapassar os 90 por cento. Em fase avançada com metástases, porém, desce para menos de 15 por cento.

Marília Cravo dirige o serviço de Gastrenterologia do Hospital da Luz Lisboa. Preside ainda à SPG desde Junho de 2025, para o mandato de 2025 a 2027. A campanha decorre nas redes sociais e na imprensa, com informação disponível no portal Saúde Digestiva.

Leia também: Dia Mundial do Coração: 80 por cento das mortes são evitáveis

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