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A Universidade Politécnica de Setúbal (UNIPS) passou a integrar a FOUP, rede global de universidades pela paz, segundo anunciou a instituição. É, de acordo com a mesma fonte, uma das seis instituições portuguesas de ensino superior aderentes.
Assim, a UNIPS compromete-se a promover o diálogo e a cooperação académica. Além disso, pretende contribuir para a educação para a paz, os Direitos Humanos e a sustentabilidade.
Rede nasceu no Brasil e reúne cerca de 190 instituições
Criado no Brasil em 2024, o movimento está presente em mais de 20 países. Reúne perto de 190 entidades, entre universidades, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais, segundo os dados divulgados pela UNIPS.
A rede define como objectivo geral “promover diálogos, investigação e acções pela paz, desprovidos de interesses político-partidários, religiosos e ideológicos”. Neste contexto, considera que os desafios sociais são “gradualmente mais complexos”. Por isso, defende o contributo do ensino superior na produção de conhecimento e na promoção dos Direitos Humanos.
Reitora da Universidade Politécnica de Setúbal destaca o diálogo
Ângela Lemos, reitora da UNIPS, justifica a adesão com o papel das instituições académicas na construção da paz.
“As universidades têm um papel importante na construção da paz, não apenas pelo conhecimento que produzem, mas também pela capacidade de promover o pensamento crítico, o respeito pela diferença e o diálogo. Ao integrar a FOUP, a UNIPS reforça a possibilidade de partilhar experiências internacionalmente e desenvolver, em conjunto com outras instituições, respostas a desafios que exigem uma acção colectiva”, afirma a responsável.
Programas incluem centro de investigação e banco de boas práticas
A FOUP coordena um conjunto de iniciativas próprias. Por exemplo, inclui o Centro Internacional de Estudos e Pesquisas Avançadas para a Paz e a Inovação (CIEPI). Este reúne investigadores indicados por instituições de vários países.
Além disso, a rede mantém um banco de boas práticas, que funciona como repositório de documentos, investigação e inovação social. Além disso, desenvolve os programas Jovens pela Paz, dirigido a estudantes e jovens dirigentes, e Cidades pela Paz, que distingue municípios comprometidos com a cultura de paz.
Politécnico passou a universidade politécnica em Agosto
Por sua vez, a designação actual da instituição resulta de uma alteração legislativa recente. Em Agosto de 2026, treze institutos politécnicos portugueses passaram a universidades politécnicas. A mudança decorreu da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.
O Politécnico de Setúbal integrou esse grupo, a par dos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu. Com a mudança, os presidentes destas instituições passaram a designar-se reitores.





