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Especialistas discutem papel da desnervação renal no controlo da hipertensão arterial

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A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai realizar a segunda edição da APIC Focus Meeting, no dia 25 de setembro, na sede da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), em Lisboa. O encontro terá como tema “Sharing Experiences on Renal Denervation”. Assim, pretende promover o debate clínico sobre a crescente relevância da desnervação renal no tratamento da hipertensão arterial resistente.

Desnervação renal em debate na APIC Focus Meeting

Segundo Joana Delgado Silva, presidente da APIC: “A APIC Focus Meeting é uma oportunidade única para promover atualização científica, partilha de experiências e debate sobre o uso desta técnica em Portugal. Trata-se de uma reunião concebida para ser interativa, promovendo a troca de conhecimentos, experiências e ideias entre participantes e oradores. Pretendemos, assim, reforçar o caráter multidisciplinar, essencial para otimizar o diagnóstico, a seleção e o seguimento dos doentes.”

Além disso, a responsável sublinha o peso clínico do problema. De facto, a hipertensão arterial é o fator de risco mais prevalente e com maior impacto cardiovascular no mundo. Por isso, melhorar o seu tratamento continua a ser uma prioridade, e a desnervação renal surge como uma resposta promissora.

O que é a desnervação renal

Em termos simples, a desnervação renal é um procedimento que atua sobre os nervos que envolvem as artérias renais. Por conseguinte, ajuda a reduzir a atividade nervosa que contribui para a subida da pressão arterial. Trata-se, portanto, de uma abordagem complementar à medicação habitual.

O procedimento é minimamente invasivo. Com efeito, realiza-se através de um cateter introduzido por via arterial, geralmente sem necessidade de cirurgia aberta. Deste modo, a recuperação tende a ser rápida e o risco associado mantém-se reduzido.

Uma técnica em crescimento no tratamento da hipertensão

Atualmente, a desnervação renal afirma-se como uma das inovações mais relevantes no tratamento da hipertensão arterial. Com efeito, nos últimos anos, a evidência científica tem demonstrado a sua eficácia e segurança. Deste modo, a técnica torna-se uma opção adicional para doentes cuja tensão arterial permanece elevada, apesar de um tratamento já otimizado.

Importa sublinhar que a desnervação renal não substitui a medicação nem os hábitos de vida saudáveis. Pelo contrário, integra-se numa estratégia global de controlo da pressão arterial. Por isso, a seleção criteriosa dos doentes é determinante para o sucesso do tratamento.

Por sua vez, a segunda edição da APIC Focus Meeting 2025 conta com a participação da Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH). O encontro destina-se a profissionais de saúde que pretendam aprofundar os seus conhecimentos na área, nomeadamente cardiologistas de intervenção, cardiologistas clínicos, internistas, nefrologistas, especialistas em hipertensão, médicos de Medicina Geral e Familiar, técnicos de Cardiologia e enfermeiros.

Pode consultar mais informação sobre a iniciativa no site da APIC. Para conteúdos relacionados, veja também a nossa secção de Saúde.

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