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Mais de 4.300 angioplastias primárias foram realizadas em Portugal em 2025 para tratar o enfarte agudo do miocárdio, segundo o Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção. O tratamento precoce do enfarte agudo do miocárdio em Portugal é fundamental para melhorar os resultados dos pacientes. Além disso, o tratamento precoce do enfarte agudo do miocárdio em Portugal tem impacto direto na sobrevida.
Mais de 4.300 angioplastias realizadas em 2025
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular assinala o Dia Nacional do Doente Coronário, celebrado a 14 de fevereiro, com um alerta para a importância da prevenção e do tratamento precoce do enfarte agudo do miocárdio.
De acordo com dados do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção, em 2025 foram realizadas mais de 4.300 angioplastias primárias em Portugal. Este procedimento constitui o tratamento de eleição para restaurar o fluxo sanguíneo numa artéria coronária obstruída. Assim, o tratamento precoce do enfarte agudo do miocárdio em Portugal pode salvar muitas vidas.
Além disso, o número de intervenções tem aumentado desde 2002, ano de início do registo, refletindo a expansão da Via Verde Coronária em todo o território nacional.
O enfarte agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte em Portugal, afetando mais de 10 mil pessoas por ano.
Tempo é determinante para salvar vidas
Segundo Joana Delgado Silva, presidente da APIC, o enfarte é uma emergência médica em que o tempo é decisivo. Quanto mais rápida for a atuação após o início dos sintomas, maior é a probabilidade de sobrevivência e recuperação. Por este motivo, o tratamento precoce do enfarte agudo do miocárdio em Portugal deve ser prioridade.
Atualmente, existem mais de vinte hospitais públicos integrados na Via Verde Coronária. Estes, em articulação com laboratórios de hemodinâmica, asseguram tratamento por angioplastia primária vinte e quatro horas por dia, todos os dias do ano.
Por outro lado, João Brum Silveira, coordenador nacional das iniciativas Stent Save a Life e Cada Segundo Conta, alerta para os sinais de alarme. Dor no peito que pode irradiar para o braço esquerdo, costas ou pescoço, associada a suores, náuseas, vómitos ou dificuldade respiratória, exige contacto imediato com o 112.
Prevenção continua a ser essencial
O enfarte ocorre quando uma artéria do coração fica obstruída, interrompendo o fornecimento de oxigénio ao músculo cardíaco. Desta forma, a prevenção mantém papel central na redução do risco.
Os especialistas recomendam não fumar, controlar colesterol, tensão arterial e diabetes, manter alimentação equilibrada e praticar exercício físico regular. Além disso, é importante vigiar o peso e reduzir níveis de stress.
A campanha “Cada Segundo Conta”, desenvolvida pela APIC em 2019, visa promover o conhecimento sobre sintomas e reforçar a importância do diagnóstico atempado. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica e da Stent Save a Life.
Missão da APIC
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular é uma entidade sem fins lucrativos dedicada ao estudo, investigação e promoção científica na área da intervenção cardiovascular.
A associação desenvolve atividades médicas, tecnológicas e organizacionais, contribuindo para a melhoria contínua dos cuidados prestados aos doentes coronários em Portugal. Portanto, o tratamento precoce do enfarte agudo do miocárdio em Portugal é uma componente chave para saúde pública.
