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No dia 13 de junho assinala-se o Dia Internacional do Ritmo Cardíaco, uma data que pretende sensibilizar a população para a importância de reconhecer e prevenir as arritmias cardíacas, alterações do ritmo do coração que podem ter consequências graves para a saúde.
Embora muitas pessoas associem palpitações a momentos de ansiedade, emoção ou esforço físico, nem sempre estas alterações são inofensivas. Em alguns casos podem ser o sinal de uma arritmia que requer avaliação médica.
Fibrilhação auricular é a arritmia mais frequente
A fibrilhação auricular é atualmente a arritmia cardíaca mais comum.
Nesta condição, o coração bate de forma irregular e descoordenada, aumentando o risco de formação de coágulos sanguíneos que podem originar um acidente vascular cerebral (AVC).
Os sintomas podem incluir palpitações, fadiga, tonturas, falta de ar ou sensação de batimentos cardíacos irregulares. No entanto, em muitos casos, os sinais são pouco evidentes ou inexistentes.
Doença silenciosa pode passar despercebida
Uma das principais preocupações associadas à fibrilhação auricular é o facto de poder permanecer assintomática durante longos períodos.
Estima-se que cerca de 20% dos doentes não apresentem sintomas evidentes, o que contribui para que a doença só seja diagnosticada após uma complicação grave, como um AVC.
Esta realidade reforça a importância da vigilância e do diagnóstico precoce.
Tratamentos permitem reduzir riscos
Apesar dos riscos associados, a fibrilhação auricular dispõe atualmente de opções terapêuticas eficazes.
O tratamento pode incluir medicamentos para controlar a frequência ou o ritmo cardíaco, bem como terapêutica anticoagulante destinada a reduzir o risco de formação de coágulos e de AVC.
As recomendações clínicas mais recentes sublinham ainda a importância de controlar fatores de risco cardiovasculares e intervir precocemente para evitar a progressão da doença.
Conhecer o próprio pulso pode fazer a diferença
Os especialistas alertam para a importância de cada pessoa conhecer o seu ritmo cardíaco e estar atenta a alterações persistentes.
Verificar regularmente o pulso, procurar avaliação médica perante sintomas suspeitos e manter consultas de acompanhamento são medidas simples que podem contribuir para um diagnóstico atempado.
Além disso, dispositivos tecnológicos como relógios inteligentes, pulseiras de monitorização e aplicações móveis podem ajudar a detetar alterações do ritmo cardíaco, funcionando como ferramentas complementares de vigilância.
Prevenção continua a ser fundamental
Num contexto de envelhecimento da população e aumento dos fatores de risco cardiovasculares, as arritmias tornam-se cada vez mais frequentes.
A adoção de estilos de vida saudáveis, o controlo da hipertensão arterial, diabetes e colesterol, bem como o acompanhamento médico regular, continuam a ser elementos fundamentais para reduzir o impacto destas doenças.
Estar informado e reconhecer precocemente os sinais de alerta pode fazer a diferença na prevenção de complicações graves e na melhoria da qualidade de vida.
Dr. Pedro Carreira
Núcleo de Estudos de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna





