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O ChatGPT para adolescentes, lançado pela OpenAI a 18 de Agosto de 2026, aplica protecções reforçadas por defeito a utilizadores entre os 13 e os 17 anos. Para a Check Point Software Technologies, o lançamento é um passo para reduzir a distância entre a velocidade de adopção da Inteligência Artificial e as medidas de segurança para quem a utiliza. A empresa de cibersegurança revela, aliás, que os prompts de IA generativa de alto risco duplicaram num ano: de 2% para 4%.
O que muda com o ChatGPT para adolescentes
Segundo a OpenAI, a experiência para adolescentes aplica-se automaticamente em dois casos. Primeiro, quando o sistema estima que um utilizador tem menos de 18 anos. Segundo, quando o próprio indica uma idade entre os 13 e os 17 anos.
Entre as medidas anunciadas contam-se protecções adicionais contra conteúdos prejudiciais ou inadequados à idade. Além disso, há ferramentas de aprendizagem que incentivam a compreensão em vez da resposta imediata. Existem também controlos parentais e períodos em que o acesso pode ser restringido. Assim, os pais e tutores podem gerir funcionalidades, definir horários de utilização e receber notificações em situações de segurança específicas. Contudo, estes mecanismos não dão acesso às conversas dos adolescentes.
O lançamento surge depois de um percurso conhecido. Em 2025, a OpenAI introduziu controlos parentais e um sistema de previsão de idade. Fê-lo na sequência de processos judiciais nos Estados Unidos relacionados com a segurança de menores na utilização do serviço.
Prompts de alto risco duplicaram num ano, diz a Check Point Research
De acordo com o AI Security Report 2026 da Check Point Research, a percentagem de prompts de IA generativa considerados de alto risco passou de 2% para 4% no espaço de um ano. Na prática, portanto, passou de uma interacção em cada 50 para uma em cada 25. Estes prompts incluem situações em que informação empresarial, pessoal, confidencial ou regulada é partilhada com serviços externos de IA.
O mesmo relatório indica outro dado relevante. Entre 87% e 93% das organizações registaram, em cada mês analisado, pelo menos uma interacção de alto risco com ferramentas de IA generativa. Em paralelo, cada organização utiliza em média dez aplicações de IA por mês. Muitas ficam, no entanto, fora dos processos formais de aprovação das equipas de segurança.
Proteger sem afastar os jovens da tecnologia
Para a Check Point, o desafio não está em limitar o acesso das novas gerações à IA. Está antes em criar condições para que esse contacto seja seguro, informado e adequado à idade.
«A Check Point Research concluiu que os prompts de IA generativa de alto risco duplicaram apenas no último ano, um sinal de que a adoção continua a avançar mais depressa do que as salvaguardas destinadas a proteger os utilizadores. É precisamente esta lacuna que a OpenAI procura agora reduzir no caso dos adolescentes», afirma Adam Ely, General Manager de AI Security da Check Point Software.
Da protecção de dados à literacia em IA
A empresa sublinha que a segurança associada à IA vai além da filtragem de conteúdos. A utilização crescente destas plataformas cria novas superfícies de risco. Estas ligam-se à privacidade, à exposição de informação sensível, à manipulação de modelos, à engenharia social e à utilização indevida de dados.
Para os utilizadores mais jovens, por isso, a literacia digital e a compreensão dos limites da tecnologia são componentes essenciais de uma utilização responsável. Segundo a Check Point, a segurança deve fazer parte da concepção das ferramentas de IA, dos mecanismos de acesso e da própria experiência de utilização. Não deve surgir apenas depois da tecnologia.
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A mesma empresa já tinha alertado para as burlas digitais ligadas ao Mundial 2026. Além disso, 2026 poderá marcar a primeira vaga de ataques autónomos de IA no cibercrime. Entre os mais novos, contudo, o risco digital não se esgota na IA: veja como uma nova geração já domina o jogo online.
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