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Mais de metade dos portugueses considera insuficiente o conforto térmico da sua casa

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Mais de metade dos portugueses avalia negativamente o conforto térmico da sua habitação durante o inverno, segundo um inquérito realizado pela Fixando entre 15 e 18 de dezembro, junto de 582 utilizadores. O estudo revela que 67% sente a casa fria no inverno e 52% classifica o conforto térmico como mau, num contexto marcado pela forte preocupação com os custos energéticos.

A dimensão económica do problema é evidente. 75% dos inquiridos afirma preocupar-se muito com o dinheiro gasto em aquecimento, enquanto 90% admite poupar na utilização dos sistemas de aquecimento devido ao preço elevado da eletricidade. Como consequência direta, 63% registou um aumento da fatura elétrica ao longo de 2025.

Entre as soluções mais utilizadas para aquecer a casa destacam-se as lareiras (27%), seguidas por aquecedores elétricos (23%) e ar condicionado (17%). Outros sistemas, como termoventiladores ou pavimento aquecido, surgem com menor expressão. Apesar da diversidade de soluções, o desconforto mantém-se significativo e transversal a várias regiões do país.

O impacto do frio no interior das habitações vai além do bem-estar. 52% dos portugueses acredita que viver em casas frias pode agravar doenças sazonais, como gripes e constipações, reforçando a ligação direta entre conforto térmico, saúde e qualidade de vida.

Procura por soluções de eficiência energética cresce em 2025

Dados internos da Fixando indicam que a procura por serviços ligados à eficiência energética e conforto térmico, como painéis solares, sistemas de aquecimento, isolamento térmico e substituição de janelas, cresceu 4% entre janeiro e dezembro de 2025, face ao mesmo período de 2024. No ano anterior, este crescimento tinha sido mais expressivo, atingindo os 16%.

A nível geográfico, os distritos do Porto, Braga, Aveiro, Viana do Castelo e Vila Real concentram 32% dos pedidos, enquanto Lisboa e Setúbal representam 35%. O custo de instalação de sistemas de aquecimento inicia-se nos 298 euros, variando consoante a solução escolhida e as características da habitação.

Apesar do cenário, os programas públicos de apoio à eficiência energética continuam subaproveitados. Apenas cerca de metade dos inquiridos reconhece a existência destes apoios, e 69% nunca ponderou recorrer a incentivos governamentais, revelando um défice de informação ou confiança nestes mecanismos.

Segundo Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando, a fase mais rigorosa do inverno e os elevados custos energéticos estão a levar cada vez mais portugueses a procurar soluções para melhorar o conforto das suas casas, recorrendo a profissionais especializados para aconselhamento e instalação.


Sobre a Fixando

Fundada em 2017, a Fixando é uma plataforma online de contratação de serviços que liga clientes a especialistas em todo o país. Com mais de 60.000 especialistas, pequenas empresas e freelancers, a plataforma cobre áreas tão diversas como obras, reparações, eventos, serviços domésticos e cuidados pessoais.

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nn

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