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Comprar casa em Portugal tornou-se significativamente mais caro em 2025. De acordo com o barómetro anual do Imovirtual, o preço médio anunciado de venda atingiu 420.000 euros. Este valor representa um aumento anual de 20 por cento face a 2024. No arrendamento, os valores médios subiram para 1.300 euros, com aumentos mais expressivos em distritos tradicionalmente mais acessíveis.
Os dados agora divulgados, com base na comparação entre 2025 e 2024, já estão consolidados até dezembro. Eles confirmam a continuidade da valorização do mercado imobiliário português, embora com dinâmicas distintas entre compra e arrendamento.
Compra mantém forte pressão e valorizações generalizadas
No segmento da venda, o preço médio anunciado subiu de 350.000 euros em 2024 para 420.000 euros em 2025. Isso corresponde a um acréscimo absoluto de cerca de 70.000 euros. Esta valorização foi transversal à maioria dos distritos e reflete a combinação entre escassez de oferta, procura persistente e valorização estrutural de vários mercados regionais.
Lisboa manteve-se como o distrito mais caro do continente, com um crescimento anual de 30 por cento, passando de 499.000 euros para 650.000 euros. No Centro, Santarém destacou-se com uma valorização de 30 por cento, fixando-se nos 240.000 euros, enquanto Coimbra subiu 24 por cento, para 260.000 euros. Leiria e Viseu também registaram aumentos relevantes.
No Sul, Beja apresentou uma subida de 30 por cento, atingindo 189.000 euros, e Portalegre cresceu 21 por cento, para 120.000 euros. Faro consolidou-se entre os mercados mais caros, com o valor médio a chegar aos 530.000 euros, enquanto Setúbal subiu para 460.000 euros.
No Norte, Braga e Aveiro lideraram as valorizações regionais, com crescimentos de 17 por cento e 16 por cento, respetivamente. O Porto registou uma subida de 13 por cento, fixando-se nos 404.250 euros. Bragança foi o único distrito a apresentar uma descida anual, de 5 por cento, para 115.000 euros.
Nas regiões autónomas, a valorização foi particularmente expressiva. A Madeira subiu 19 por cento, para 575.000 euros. Além disso, Porto Santo valorizou 37 por cento, atingindo 480.000 euros, e São Miguel registou um aumento de 35 por cento, para 390.000 euros.
Arrendamento cresce menos mas desloca a pressão territorial
No arrendamento, o valor médio nacional aumentou de 1.250 euros para 1.300 euros, o que corresponde a uma subida mais moderada de 4 por cento. No entanto, os dados revelam uma redistribuição da pressão do mercado para territórios fora dos grandes centros urbanos.
A Guarda foi o distrito com maior subida anual, com um aumento de 31 por cento, passando de 400 euros para 525 euros. São Miguel, nos Açores, subiu 25 por cento, para 1.000 euros. No Norte, Vila Real valorizou 22 por cento, para 600 euros, e Bragança cresceu 15 por cento, para 550 euros.
Aveiro apresentou uma subida moderada de 6 por cento, fixando-se nos 900 euros. Em contraste, o Porto foi um dos poucos distritos a registar uma descida anual, passando de 1.200 euros para 1.150 euros. Lisboa, apesar de continuar a ser o distrito mais caro para arrendar, manteve-se praticamente estável. Houve uma variação residual de 0,3 por cento, fixando-se nos 1.655 euros.
No Sul, Faro registou uma subida de 14 por cento, para 1.250 euros, e Évora aumentou 13,5 por cento, para 965 euros. Beja apresentou uma ligeira descida anual, enquanto Setúbal e Portalegre permaneceram estáveis. Nas ilhas, a Madeira voltou a destacar-se, com um aumento de 10 por cento, para 1.650 euros.
Mercado mais fragmentado e desigual
Segundo Tiago Ferreira, Head of Operations Real Estate Portugal do Imovirtual e do OLX Group, os dados confirmam uma mudança estrutural no mercado. O responsável sublinha que “o mercado está cada vez mais fragmentado e desigual. A pressão na compra mantém-se elevada e obriga a procura a redistribuir-se por outros territórios”.
O barómetro anual de 2025 confirma, assim, um mercado imobiliário fortemente pressionado na compra. O arrendamento tem crescimento mais contido, mas com claros sinais de deslocação da procura para distritos historicamente mais acessíveis.
Sobre o imovirtual
Fundado em 2011, o Imovirtual é um dos principais portais imobiliários em Portugal. Ele conta com mais de seis milhões de visitas mensais e cerca de 300.000 imóveis anunciados. Integra o Grupo OLX e foi distinguido pelo Prémio Escolha do Consumidor pelo décimo primeiro ano consecutivo. Também foi premiado pelo Prémio Cinco Estrelas pelo décimo ano seguido na categoria de Comércio Imobiliário Online.
Sobre o grupo olx
O Grupo OLX Portugal foi fundado em 2007 e é especializado no desenvolvimento de plataformas online locais para compra e venda de produtos e serviços. Detém portais como Standvirtual, Imovirtual e OLX, sendo uma referência no mercado digital nacional.
nn
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