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Limpeza de terrenos dispara 47% e pressiona profissionais

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A procura por limpeza de terrenos em Portugal no verão aumentou 47% entre maio e julho, segundo dados da Fixando. Por isso, o setor enfrenta agora uma pressão sem precedentes no período de maior risco de incêndio.

No entanto, os profissionais não conseguiram acompanhar este crescimento. A taxa de resposta caiu de 81% para 75%, o que revela uma maior pressão sobre o sector. Assim, milhares de proprietários podem enfrentar dificuldades para contratar serviços de limpeza de terrenos durante o período mais crítico do ano.

Porque dispara a procura por limpeza de terrenos no verão

A entrada no verão agravou claramente a pressão sobre o mercado da limpeza de terrenos em Portugal. De acordo com a Fixando, plataforma de contratação de serviços online, esta procura cresce sobretudo porque muitos proprietários tentam cumprir as obrigações de gestão de combustível à última hora.

Além disso, a concentração dos pedidos nos meses de maior risco reduz a disponibilidade dos profissionais. Consequentemente, a situação torna-se mais sensível nas zonas do interior, onde a gestão dos terrenos determina em grande medida a prevenção de incêndios rurais. De resto, este padrão de adiamento já se vinha a notar, como mostra o caso da limpeza de terrenos que continua a ser adiada apesar do risco.

Os distritos onde os proprietários ficam sem resposta

Os dados mostram diferenças relevantes entre distritos. Por exemplo, Beja regista 83% de pedidos sem resposta, seguindo-se Portalegre, com 82%, e Bragança, com 67%. Por sua vez, Faro apresenta 55% de pedidos sem resposta, enquanto Leiria atinge 51%.

Portanto, estes números indicam que muitos proprietários continuam sem resposta precisamente nas zonas onde a limpeza de terrenos tem maior impacto preventivo. Em termos absolutos, Lisboa concentra 18% dos pedidos registados na plataforma e o Porto surge logo a seguir, com 17%. Já Setúbal representa 9% dos pedidos, enquanto Leiria e Santarém registam, cada um, 8%.

Preços acompanham a procura por limpeza de terrenos em Portugal no verão

A maior pressão sobre o mercado reflete-se também nos preços. Em julho, o custo médio de uma limpeza de terrenos atinge 555 euros, ao passo que, em maio de 2025, o valor médio rondava os 495 euros. Assim, o aumento ronda os 12%, segundo os dados que a Fixando divulgou.

Naturalmente, esta subida acompanha o crescimento da procura e a menor disponibilidade de profissionais. Em suma, a procura por limpeza de terrenos em Portugal no verão deverá manter-se elevada enquanto o risco de incêndio se mantiver.

Especialistas pedem planeamento ao longo do ano

Para Alice Nunes, directora de Novos Negócios da Fixando, muitos proprietários continuam a adiar a limpeza dos terrenos.

“Os dados mostram que muitos proprietários continuam a adiar a limpeza dos terrenos até ao último momento. Essa concentração da procura cria um estrangulamento no mercado, reduz a capacidade de resposta dos profissionais e pode comprometer uma prevenção eficaz”, afirma.

Por isso, a responsável defende que os proprietários devem planear a gestão de combustível ao longo de todo o ano. Por fim, alerta que este trabalho não deve ficar apenas para quando o risco de incêndio já é elevado.

De facto, a limpeza de terrenos assume especial relevância no quadro da prevenção de incêndios rurais. Por essa razão, convém preparar a gestão de combustível antes dos períodos críticos, sobretudo depois de o Governo ter prolongado o prazo para a limpeza de matos. Para mais detalhes, pode consultar a informação oficial sobre as obrigações legais de gestão de combustível no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em www.icnf.pt.

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