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O Meu Primeiro FITEI realiza-se de quinta-feira a sábado, 29 a 31 de Outubro, com cinco espectáculos para crianças, jovens e famílias. É a sétima edição e divide-se por três concelhos: Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.
O grosso da programação concentra-se no sábado, no Coliseu Porto Ageas, com quatro sessões, um mercado, uma discoteca para os mais novos e uma recolha solidária de livros e brinquedos.
Matosinhos abre com memórias da comunidade
A abertura é na quinta e sexta-feira, às 21h30, na Antiga Fábrica Vasco da Gama, em Matosinhos. O colectivo Inquieto apresenta «O Mar em Todos os Cantos da Casa», criação inédita no festival e coprodução do FITEI.
O espectáculo nasceu de uma residência artística em Matosinhos e parte de histórias recolhidas junto da população: o naufrágio do Cayo Carpo e Santiago em 1947, imortalizado por Augusto Gomes, a luta dos pescadores pelo direito ao descanso em 1959, memórias de torturas da PIDE e poemas trocados entre avós e netos.
O Inquieto foi fundado pelos actores e criadores Hugo Inácio e Diana Narciso e pelo artista plástico Ricardo Ladeira, com produção da associação Poético Paralelo.
Gaia recebe sessões para escolas e famílias
No Auditório Municipal de Gaia, a performer Joana Gama apresenta «Pássaros & Cogumelos», um diálogo a partir de árvores, pássaros e cogumelos sobre amizade, comida, música e curiosidade.
Há duas sessões na sexta-feira, às 10h00 e às 14h30, destinadas à comunidade escolar, e uma no sábado, às 11h00, para famílias. Segue-se conversa com alunos e professores.
Quatro sessões no Coliseu no sábado
O sábado começa às 10h30 com «Ocelo», da bailarina e coreógrafa Daniela Cruz, um espectáculo sensorial e multidisciplinar para o público mais novo. Repete às 15h30.
Às 11h30 e às 14h00 sobe ao palco «Nosso Refúgio Galáctico», o único espectáculo internacional desta edição. É do colectivo Azkona Toloza e transporta o público para 21 de Junho de 2599, desafiando-o a construir um abrigo fluorescente. Integra o projecto cénico FALLA.
Às 16h30 fecha «Febre de Burro», parceria entre Rui Paixão, dos Holy Clowns, e Dona Edite. Resultou de residências em aldeias do Planalto Mirandês e transforma a memória sonora do nordeste transmontano em linguagem cénica, à volta de uma mesa e sem palavras.
Mercado, discoteca e recolha de brinquedos
Durante todo o sábado funciona na arena do Coliseu a Praça de Inverno, mercado com artistas, ilustradores, artesãos e livreiros.
Ao fim da tarde, a adega transforma-se em pista de dança para A Minha Primeira Discoteca, com DJ Urânio e Albert Tannat.
Pela primeira vez, o festival promove uma acção solidária. Nesse dia recolhem-se brinquedos e livros infantis para entrega a instituições locais.
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