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O Agora noutro lugar sobe ao palco a 30 de janeiro, no Centro Cultural Olga Cadaval, propondo uma reflexão sensível sobre a dor, a ausência e a necessidade de seguir em frente.
Neste contexto, o espetáculo associa-se às comemorações dos 30 anos da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, revertendo a totalidade dos lucros para a instituição.
A peça assume a forma de um monólogo tragicómico, interpretado por Tiago Castro, com texto de Marine Antunes e encenação de Marco Medeiros.
Além disso, parte de uma situação desconcertante e comovente, em que um homem entra num cemitério para pedir o divórcio à mulher que já morreu.
O texto cruza humor e dor, abordando o luto, a doença, o medo e o amor em diferentes fases da vida.
Por outro lado, a narrativa evita o moralismo, apostando numa abordagem frontal e honesta, capaz de envolver o público pela emoção e pela verdade.
Em Portugal, estima-se que cerca de 100 mil pessoas necessitem anualmente de cuidados paliativos.
Assim, a peça enquadra-se numa campanha de sensibilização para a necessidade de garantir acesso universal a estes cuidados, um direito consagrado na lei desde 2012, mas ainda insuficientemente concretizado.
Segundo Catarina Pazes, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, o espetáculo ajuda a refletir sobre a importância do apoio aos doentes e às famílias.
Em conclusão, “Agora noutro lugar” afirma-se como um gesto artístico solidário, que alia criação teatral e responsabilidade social.
