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O Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group chega à pausa de Verão com a luta pelo título em aberto. José Carlos Magalhães, piloto e líder da MNE Sport, fez o balanço da primeira metade da temporada de 2026. Aos comandos do Peugeot 205 Rallye, o piloto esteve várias vezes perto da vitória. Contudo, sucessivos problemas técnicos impediram resultados à altura do andamento demonstrado.
“Estive sempre muito perto, mas depois acabámos por perder por coisas pequenas”, afirma o piloto. “Estou convencido de que já poderíamos ter conseguido algo melhor.”
Contratempos marcaram as primeiras provas
Segundo o piloto, os problemas surgiram logo no arranque da época. Por exemplo, em Murça, uma avaria na caixa de velocidades obrigou a trabalho extra da equipa. Depois, na Penha, um problema no distribuidor comprometeu a prova. Ainda assim, José Carlos Magalhães diz ter feito o segundo tempo na última subida.
Na Rampa Serra da Estrela-Covilhã, o piloto esteve muito perto do triunfo. Aliás, a prova foi decidida por uma margem mínima. De acordo com o próprio, o fim-de-semana rendeu o recorde dos 1300 naquela rampa. Já na Rampa do CAR, em Santa Marta de Penaguião, a quebra da embraiagem voltou a condicionar o resultado. Além disso, surgiram problemas de temperatura.
Finalmente, a recuperação chegou na Rampa Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, disputada a 18 e 19 de Julho. José Carlos Magalhães terminou no terceiro lugar, a oito décimas de segundo do vencedor, Diogo Marques. Nessa mesma prova, o líder do campeonato, Armando Freitas, tricampeão nacional, ficou fora do pódio pela primeira vez em 2026.
“O Peugeot 205 Rallye está neste momento a um nível muito bom”, garante o piloto da MNE Sport. Assim, para as três provas que faltam, o objectivo é claro: “Queremos ganhar as três provas que faltam. Ainda é possível ser campeão.”
MNE Sport aposta na renovação da Montanha
Para além da vertente competitiva, José Carlos Magalhães destaca o crescimento da estrutura. Entretanto, a MNE Sport acompanha pilotos em diferentes fases de carreira. O nome em maior evidência é Salvador Coelho, de 17 anos, que compete com um Toyota Yaris nos 1300. “Tem tudo para crescer e para ser um miúdo de montanha”, considera o responsável da equipa.
A estrutura integra ainda Paulo Oliveira, em fase de consolidação nos 1300, e Ivo Machado, navegador de ralis com experiência que agora descobre a Montanha. Por fim, o líder da MNE Sport sublinha a renovação geracional da disciplina: “Há futuro e estamos a conseguir passar esta paixão às novas gerações.”
O sítio da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting disponibiliza o calendário completo e as classificações oficiais.
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