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Politécnico de Setúbal vence 48 Hour Film Project Lisboa com “Colapso”

Tempo de leitura estimado: 3 minutos

O Politécnico de Setúbal conquistou a edição deste ano do 48 Hour Film Project (48Hfp) Lisboa. De facto, a curta-metragem “Colapso” arrecadou sete prémios. Com efeito, Miguel Partidário escreveu e realizou o filme. Este docente pertence à Escola Superior de Educação do Politécnico de Setúbal (ESE/IPS). Entre eles contam-se os de Melhor Filme e Melhor Realização.

A equipa vencedora integra ainda Inês Jaques, diplomada pela instituição. Além disso, Catarina Raposo e Danyel Ulysses fazem também parte do grupo. Ambos são estudantes do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) em Produção Audiovisual da ESE/IPS.

Qualificação para o Filmapalooza 2027 e possível acesso a Cannes

Assim, o filme estreou-se a 18 de Julho, no Cinema São Jorge, em Lisboa. Além dos sete prémios, obteve seis nomeações na competição. Fica assim qualificado para o Filmapalooza 2027, em Curaçau, a fase internacional do 48Hfp. Os melhores filmes desse certame seguem depois para o Festival de Cannes.

O 48 Hour Film Project é a competição portuguesa de um dos maiores eventos internacionais de curtas-metragens. O desafio central consiste em produzir um filme original em apenas 48 horas.

Um alerta para a crise climática

“Colapso” está ambientado num futuro próximo, após o colapso climático. O realizador pretende lançar um alerta sobre um tema que, na sua leitura, a sociedade voltou a esquecer. Miguel Partidário refere as cheias, as tempestades e os incêndios cada vez mais intensos, com casas destruídas e vidas perdidas. Esse esquecimento abrange, segundo o docente, não só o poder político como grande parte dos cidadãos.

“Durante toda a nossa vida ouvimos mensagens de esperança e não fizemos nada”, afirma o realizador. Por conseguinte, considera que talvez fosse necessário “um abanão de realidade”. Assim, seria possível sentir na pele a dureza do que se pode perder pela inacção.

“Uma rampa de lançamento” para novos cineastas

Miguel Partidário descreve o 48Hfp como um festival fascinante. Por conseguinte, na sua perspectiva funciona como “uma rampa de lançamento para tantos cineastas”. Muitos enfrentam a dificuldade de montar equipas e investir para fazer filmes sem apoios ou financiamento.

O realizador encontra-se na fase inicial da carreira. Nesse contexto, considera o reconhecimento fundamental para construir um portefólio, além da oportunidade de chegar a Cannes.

Muitos reconhecem igualmente a competição como uma experiência intensiva de aprendizagem e de contactos profissionais. Em suma, estudantes, jovens realizadores e profissionais podem testar competências. Entre elas contam-se a escrita, a produção, a realização e a pós-produção, sempre sob forte pressão criativa.

A curta-metragem está disponível temporariamente no YouTube. Informação adicional sobre a instituição pode ser consultada no portal do Politécnico de Setúbal.

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