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Coliseu debate o presente da música no Porto em junho

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O Coliseu Porto Ageas promove, a 30 de junho, a conversa “A Cidade não está Deserta”, dedicada ao estado actual da música no Porto.

Em concreto, a sessão realiza-se às 18h30, no âmbito dos Mantras do Coliseu, e tem entrada livre.

O debate pretende fazer um retrato da cena musical portuense, numa altura em que a cidade enfrenta mudanças sociais, económicas e urbanas.

Além disso, em análise estarão as condições de trabalho dos músicos, os espaços de ensaio, as salas de concertos, os apoios existentes e o papel dos colectivos independentes.

Música no Porto em debate no Coliseu

De facto, o Porto é uma cidade marcada por movimentos musicais relevantes e por uma forte actividade independente.

No entanto, as transformações urbanas dos últimos anos trouxeram novos desafios ao sector cultural.

Por isso, o Coliseu Porto Ageas junta diferentes protagonistas para discutir o presente e o futuro da música na cidade. Recorde-se que o mesmo espaço já viveu momentos difíceis, como quando o Coliseu Porto Ageas esteve encerrado até 9 de abril.

Assim, a conversa vai abordar quem faz música no Porto, em que condições trabalha e que estruturas existem para apoiar a criação.

Vozes que analisam a cena musical portuense

Em primeiro lugar, o debate conta com Jorge Sobrado, vereador da cultura da Câmara Municipal do Porto.

Participa também Paula Guerra, socióloga e investigadora ligada aos movimentos musicais e de contracultura.

Por sua vez, João Vieira, músico conhecido pelos projectos DJ Kitten e X-Wife, integra igualmente o painel.

Além disso, João Vieira é curador do Primeira Box, novo ciclo musical do Coliseu Porto Ageas dedicado a bandas emergentes do Porto.

Por fim, a moderação estará a cargo de Valentina Jesus, radialista da Antena 3.

Espaços de ensaio e salas de concertos continuam essenciais

Naturalmente, a discussão vai passar pelos espaços de ensaio, pelas salas de concertos e pelas editoras independentes.

Por outro lado, o painel vai analisar o papel do associativismo e das plataformas culturais no apoio aos espaços informais de criação musical.

Quanto ao STOP, este espaço tornou-se, ao longo dos anos, uma casa de ensaio para dezenas de bandas e centenas de músicos.

De facto, a mobilização em defesa do STOP revelou a força da comunidade artística portuense.

Além disso, mostrou que a música no Porto depende também de lugares acessíveis, estáveis e preparados para acolher criação independente. Esta riqueza cultural cruza-se com outras iniciativas, tal como o Festival Amadora em Cena.

Primeira Box dá palco a bandas emergentes

Por conseguinte, o debate antecede a estreia do Primeira Box, novo ciclo musical que chega ao Coliseu Porto Ageas a 6 de julho.

Em concreto, o projecto pretende apresentar bandas emergentes do Porto e criar novas oportunidades de contacto com o público. Trata-se de mais uma aposta na programação do espaço, a par de iniciativas como ópera, circo e concertos no Coliseu Porto Ageas.

Na apresentação do ciclo, Pedro Ledo, dos Astra Vaga, defendeu a importância de existirem espaços e plataformas para o crescimento dos artistas.

“Acho que nunca se fez tão boa música em Portugal, nunca houve tantas bandas, com tão boa qualidade e é importante haver espaços e plataformas para crescermos”, afirmou.

Por fim, a conversa “A Cidade não está Deserta” termina com um momento aberto a perguntas do público.

Os interessados podem levantar os bilhetes gratuitos no Coliseu Porto Ageas a partir de 29 de junho.

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