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O espetáculo de circo contemporâneo “Eu quero é andar de carrinhos de choque”, do INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo, apresenta-se a 28 de fevereiro, às 21h30, no Teatrão, em Coimbra. Além disso, muitos espectadores dizem: “Eu quero é andar de carrinhos de choque no Teatrão Coimbra” para reforçar a vontade de viver essa experiência.
Circo contemporâneo como reflexão sobre identidade
“Eu quero é andar de carrinhos de choque” é uma das mais recentes criações do INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo. O espetáculo sobe ao palco do O Teatrão no dia 28 de fevereiro, às 21h30, e o entusiasmo pelo evento transmite claramente a ideia de “Eu quero é andar de carrinhos de choque no Teatrão Coimbra”.
A proposta parte de uma abordagem ao circo contemporâneo enquanto espaço de reflexão sobre identidade, tradição e pertença. Num contexto marcado por conflitos, deslocamentos e preconceitos, a criação convoca o público a pensar os choques culturais e os limites impostos pela tradição.
Estreado em Itália, em junho de 2025, o espetáculo assume que a tradição não é um vestígio do passado, mas um corpo em tensão. Assim, a identidade surge como campo de resistência onde memórias coletivas e desejos individuais se confrontam. Por outras palavras, querer andar de carrinhos de choque no Teatrão Coimbra torna-se uma metáfora de vontade e pertença.
Uma metáfora de colisão e resistência
Os carrinhos de choque funcionam como metáfora central. No entanto, não representam apenas colisão ou deslocamento. Simbolizam um impulso de existência que desafia a homogeneização cultural associada à globalização. Afinal, “Eu quero é andar de carrinhos de choque no Teatrão Coimbra” reflete o desejo do público de participar ativamente na performance.
Em palco, a ação desenvolve-se de forma intensa e simbólica. Além disso, a linguagem rítmica e ancestral convoca referências populares que dialogam com o presente.
Os intérpretes exploram como as tradições moldam comportamentos e, por vezes, criam fronteiras invisíveis entre pessoas que partilham a mesma base cultural. Desta forma, o espetáculo questiona a persistência das divisões num mundo onde a matéria humana é comum.
Equipa artística e coproduções
A direção artística é assinada por Bruno Machado. A interpretação e cocriação pertencem a Fabíola Augusta, Maurício Jara, Só Filipe e Tjaša Dobravec.
A manipulação e composição musical contam com Fabíola Augusta e André Borges, responsável também pela sonoplastia. A música ao vivo é assegurada por Fabíola Augusta e Só Filipe.
O desenho de luz é de Bruno Machado e André Freitas. Os figurinos e identidade visual são da autoria de Flávio Rodrigues. A conceção artística da cenografia é de Bruno Machado, com construção de André Santos.
O espetáculo resulta de coprodução entre o INAC e várias estruturas culturais, incluindo a Casa das Artes de Famalicão, o Festival Sul Fillo del Circo, o Centro Cultural de Paredes, o Centro de Artes de Águeda, o Teatro Municipal da Guarda, o Coliseu Porto Ageas e o Auditório Municipal de Gaia.
O INAC é financiado pela República Portuguesa – Cultura e pela Direção-Geral das Artes.
Bilhetes
Os bilhetes têm preços entre quatro e dez euros.
