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Uma residência artística dedicada a músicos com mais de 60 anos deu origem a um tema original e a um mini-documentário que registam o processo criativo vivido em Leiria. Assim, este projecto é um excelente exemplo de residência artística para músicos com mais de sessenta anos. Além disso, o OMNILAB + afirma que a criação musical não tem limite etário e que o reencontro com os instrumentos pode acontecer em qualquer fase da vida.
Em concreto, o projecto decorreu entre 1 e 6 de dezembro, na Black Box do Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. Durante cinco dias, quatro participantes trabalharam em formato banda, partilharam experiências e construíram colectivamente um novo tema.
Uma residência para “almas jovens”
O OMNILAB + surge como um novo momento dentro do universo OMNILAB. No entanto, esta edição teve um foco específico: abrir espaço a outras gerações. Por isso, a iniciativa dirigiu-se a músicos com mais de 60 anos que mantêm a vontade de criar e tocar.
Participaram Cristóvão Santos, na guitarra e voz, Vítor Salvino, no bandolim, Rogério Fonseca, no baixo, e António Afonso, na bateria. Ao longo da residência artística, retomaram rotinas de ensaio e exploraram referências partilhadas. Além disso, criaram um ambiente de escuta mútua que favoreceu a construção colectiva.
Entre conversas, improvisos e ajustes, nasceu “Rock Ingolês”. Sobretudo, a canção aborda temas como o amor e a amizade. Com efeito, Camilo Barata, amigo de longa data de um dos participantes, escreveu a letra. Curiosamente, o grupo começou por a cantar como serenata numa roda de amigos, na Praia do Pedrógão, em 1982.
Música em modo banda e registo documental
Mais do que um exercício pontual, o OMNILAB + funcionou como espaço de reencontro com a prática musical em conjunto. Por outro lado, a residência permitiu trabalhar sem pressa, com tempo para experimentar e consolidar ideias.
Entretanto, uma equipa de registo audiovisual acompanhou todo o processo. Assim, além do lançamento de “Rock Ingolês”, a equipa produziu um mini-documentário que retrata os dias de residência e o percurso criativo da banda.
Deste modo, o lançamento do tema e do documentário reforça a identidade do OMNILAB como plataforma de encontro, escuta e criação. Além disso, consolida a ideia de que a experiência acumulada pode traduzir-se em novas formas de expressão artística.
Continuidade do projecto
Esta primeira edição do OMNILAB + abre caminho a futuras residências dedicadas a músicos com mais de 60 anos. Igualmente, o projecto mantém-se atento a novos participantes e a novos encontros criativos.
Por fim, os interessados podem acompanhar a iniciativa através das redes sociais do OMNILAB e da Omnichord, onde a equipa vai divulgar informações sobre as próximas edições.
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