Home » Atualidade » DECO PROteste e CMVM unem forças para travar a vaga de fraudes digitais em Portugal

DECO PROteste e CMVM unem forças para travar a vaga de fraudes digitais em Portugal

Tempo de leitura estimado: 3 minutos

A DECO PROteste e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) lançaram um plano conjunto de combate às fraudes financeiras digitais. Isso ocorre numa altura em que o número de burlas online aumenta de forma alarmante em Portugal. O objectivo é cruzar as queixas dos consumidores com os dados recolhidos pelo regulador. O plano busca reforçar a literacia financeira e a prevenção, pois são as melhores defesas contra o crime digital.

O uso intensivo das redes sociais e o consumo rápido de informação tornam os utilizadores mais vulneráveis a links maliciosos, anúncios falsificados e vídeos deepfake. Estes vídeos utilizam figuras públicas para promover investimentos fraudulentos. Em ecrãs de telemóvel, as falhas dessas manipulações são quase invisíveis. Para idosos e jovens, isso os torna os grupos mais expostos.

“Ninguém está livre de cair numa destas burlas. Todos os dias recebemos relatos de consumidores que perderam milhares de euros das suas poupanças em esquemas financeiros online”, alerta Nuno Pais de Figueiredo, porta-voz da DECO PROteste. “O nosso papel é garantir que os consumidores estão informados. Assim, o número de vítimas diminui.”

Entre os esquemas mais frequentes identificados pelas duas entidades destacam-se: sites de investimento falsos, que simulam plataformas legítimas e levam as vítimas a introduzir dados bancários e a perder o dinheiro. Além disso, aplicações móveis fraudulentas, disponíveis fora das lojas oficiais, imitam apps reais e bloqueiam as contas após as transferências. Por fim, há os esquemas em pirâmide, que prometem ganhos rápidos à custa do investimento de novos participantes.

As redes sociais são actualmente um dos principais veículos destas fraudes. Mensagens e anúncios enganosos utilizam logótipos de bancos e empresas conhecidas. Isso legitima “oportunidades únicas de investimento”. Esses anúncios recolhem dados bancários e levam as vítimas a transferirem valores que dificilmente conseguem recuperar.

“Reforçar a literacia financeira é o foco desta parceria. Um consumidor informado e com espírito crítico é a melhor barreira contra estas burlas”, sublinha Maria João Teixeira. Ela é directora do Departamento de Supervisão Comportamental e do Investidor da CMVM.

As entidades recomendam que, antes de realizar qualquer investimento, os consumidores consultem fontes oficiais como o site da DECO PROteste (www.deco.proteste.pt) e o Portal do Investidor da CMVM (www.portaldoinvestidor.gov.pt).

Em caso de burla, a DECO PROteste e a CMVM aconselham as vítimas a reunir todas as provas disponíveis. Isso inclui transferências, e-mails, mensagens, capturas de ecrã. Devem apresentar queixa através da plataforma Reclamar da DECO PROteste ou directamente à CMVM. Esta última analisará a situação e poderá encaminhar o caso para as autoridades competentes.

A DECO PROteste é a maior organização portuguesa de defesa do consumidor, actuando em mais de vinte áreas da vida quotidiana através de estudos, testes, análises técnicas e acções reivindicativas. Integra o grupo internacional Euroconsumers, que reúne entidades de Espanha, Itália, Bélgica e Brasil, com o objectivo de criar consumidores mais informados e exigentes.

nn

Veja também: Internet: Burlas online geram dezenas de queixas diárias

nn

Veja também: GEOSAT adquiriu novos satélites de Observação da Terra

nn

Veja também: Concessionários Ford distinguidos com Chairman’s Award

nn

Veja também: A TAP mantém na Terceira a sede da delegação nos Açores

Partilhar em:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.Os campos obrigatórios estão marcados *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.