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Relicário perpétuo estreia para assinalar os 500 anos de Camões

Tempo de leitura estimado: 3 minutos

O Teatro Nacional de São Carlos e o Comissariado para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões apresentam “Relicário Perpétuo”, uma nova ópera com música de Luís Tinoco e libreto de Luísa Costa Gomes. A estreia acontece a 10 de junho, no Teatro Camões, em Lisboa, seguindo depois para Loulé, no âmbito das celebrações dos 500 anos do nascimento do poeta, que se estendem a iniciativas de promoção da cultura e da língua portuguesas no estrangeiro.

Além disso, a produção conta com encenação de Nuno Carinhas. Assim, propõe uma reflexão contemporânea sobre a herança cultural de Luís de Camões. Para isso, recorre a uma tragicomédia que cruza património, memória e criação artística.

Uma viagem entre Camões e o presente

Em primeiro lugar, “Relicário Perpétuo” coloca Camões no centro de uma narrativa imaginária passada numa corte oriental caótica. Nesse contexto, um príncipe coleciona obsessivamente objetos e memórias, mas não consegue distinguir o seu verdadeiro valor.

Neste cenário fantástico, o poeta procura afirmar o seu lugar no cânone literário português. Por isso, confronta-se com diferentes interpretações da sua obra e da sua própria identidade.

Por conseguinte, a peça questiona quais os legados que merecem ser preservados. Sobretudo, interroga quem detém a autoridade para decidir o que deve permanecer na memória coletiva.

Tragicomédia reúne várias figuras simbólicas

De facto, o libreto de Luísa Costa Gomes reúne personagens históricas, imaginárias e simbólicas.

Além de Camões, surgem Gerardo, príncipe de sangue da Índia, Hipócrita, o vizir do Rei Salomão, o próprio Salomão, a Escrava, a Santa de Roca e a Bôba Joana.

Além disso, a obra combina humor, crítica cultural e reflexão histórica. Desta forma, alterna momentos de sátira com episódios de maior intensidade dramática.

Produção junta nomes de referência da cultura portuguesa

A direção musical está a cargo da maestrina Joana Carneiro, à frente da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Por outro lado, o elenco integra André Baleiro, André Henriques, Rodrigo Carreto, Camila Mandillo, Andrea Conangla, Mariana Fabião e João Lourenço.

A cenografia é assinada por Pedro Tudela, enquanto os figurinos e a encenação têm a assinatura de Nuno Carinhas.

Lisboa e Loulé recebem a nova ópera

As récitas realizam-se nos dias 10 e 11 de junho, no Teatro Camões, em Lisboa. Antes de cada sessão, decorre ainda uma conversa com Luís Tinoco, Luísa Costa Gomes e Nuno Carinhas. Por sua vez, Pedro Amaral, diretor artístico do Teatro Nacional de São Carlos, modera o debate.

Depois, a produção segue para o Cine-Teatro Louletano, em Loulé. Aí, o público pode assistir à obra em versão de concerto no dia 13 de junho.

Classificada para maiores de 12 anos, a ópera integra a programação oficial das comemorações dos 500 anos de Luís de Camões.

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