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Reza a tradição que já Hipócrates, considerado o pai da medicina, dizia que “a natureza é a nossa cura”. A serra de Sintra promove agora essa ideia através do Forest Mind, uma iniciativa que alia o contacto com o ambiente natural a práticas guiadas de atenção plena.
Com o intuito de tirar partido do poder terapêutico da serra, a Parques de Sintra promove sessões de Forest Mind, um método finlandês que combina a caminhada na natureza com exercícios focados em atenção plena, reflexão, conexão sensorial e valorização do património natural. Assim, a prática apresenta benefícios ao nível da redução do stress, do aumento do bem-estar e da melhoria da saúde emocional.
Um método finlandês de atenção plena na floresta
Em linha com o conceito “slow living”, o Forest Mind, criado por Sirpa Arvonen, convida a abrandar o ritmo, respirar fundo e prestar atenção às pequenas maravilhas que a floresta oferece. Por sua vez, as sessões decorrem no Parque da Pena, na mata do Convento dos Capuchos, no Parque de Monserrate ou na Tapada adjacente.
De facto, estes locais acolhem, alternadamente, as sessões, uma vez por mês, sempre num dia de fim de semana, até ao final do ano. Realizadas por guias certificadas, cada sessão é dedicada a um tema diferente, acompanhando a cadência das estações e os ciclos da natureza.
Sessões da primavera: enraizar e crescer
Na sessão de abril, agendada para dia 19, domingo, às 10h00, no Parque de Monserrate, é tempo de “Enraizar e fortalecer”, física, emocional e mentalmente. Por outro lado, depois dos primeiros sinais de renovação da primavera, a natureza continua a desenvolver-se silenciosamente, enquanto as raízes se aprofundam e os troncos se fortalecem.
Em maio, no dia 17, o tema será “Crescer e amadurecer”. Além disso, em junho, no dia 20, já com o verão à porta, aborda-se “O reconhecimento da energia”. Em concreto, o evento convida os participantes a sentir a energia vital e a aprender a ativá-la de forma consciente.
Sessões de verão e outono
No decorrer da estação estival, há três sessões previstas. Primeiro, “A plenitude do Verão”, a 18 de julho, propõe reconhecer a pausa com leveza e presença total. Depois, “O acolher do silêncio”, no dia 22 de agosto, ajuda a desligar do ruído. Por fim, “O regresso ao equilíbrio”, a 19 de setembro, procura reorganizar o espaço vital e recuperar o foco.
Quando entrar o outono, o desafio será descobrir, a 17 de outubro, “A magia da mudança”. Adicionalmente, a 21 de novembro, chega “A sabedoria da introspeção”, para abrandar e encontrar respostas. Por fim, a 19 de dezembro, será altura de “Celebrar o caminho percorrido”, encerrando o ano em equilíbrio.
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