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O setor das telecomunicações em Portugal registou um aumento significativo de reclamações em 2025, ultrapassando as 14 mil ocorrências. Este crescimento de 37% face ao ano anterior evidencia uma maior exigência dos consumidores e uma deterioração da confiança nas operadoras. Estes dados refletem o cenário de reclamacoes telecomunicacoes portugal 2025 aumento consumidores operadoras, destacando a relevância deste tema.
Aumento das reclamações no setor das telecomunicações
De acordo com o Barómetro do Estado das Telecomunicações em Portugal, foram registadas 14.058 reclamações ao longo de 2025. Assim, o setor enfrenta um dos períodos mais críticos em termos de reputação.
Além disso, os dados mostram que a perceção negativa dos consumidores permanece elevada, mesmo após resolução dos problemas. Por sua vez, cerca de 60% dos utilizadores continuam insatisfeitos, o que reforça fragilidades estruturais no serviço prestado.
Operadoras mais reclamadas em Portugal
No segmento low-cost, a Digi Portugal lidera destacadamente, concentrando 74,94% das reclamações. Este resultado reflete um crescimento acelerado que não foi acompanhado pela capacidade operacional.
No entanto, no segmento premium, as operadoras tradicionais continuam sob pressão. A MEO lidera com 38,30% das queixas, seguida da NOS com 32,98% e da Vodafone com 23,17%.
Por outro lado, marcas como WOO, UZO e Amigo apresentam melhores níveis de satisfação. Assim, destacam-se como exemplos de equilíbrio entre preço competitivo e qualidade de serviço, com a WOO a atingir um índice de satisfação de 92,5%.
Principais causas de insatisfação dos consumidores
As reclamações concentram-se sobretudo em três áreas críticas. O atendimento ao cliente representa 38,19% das queixas, seguido de problemas de cobrança com 22,10% e falhas de serviço com 17,01%.
Além disso, no segmento móvel, a privacidade e segurança de dados assumem crescente relevância. Este fator representa 45,34% das reclamações, refletindo uma mudança na perceção do telemóvel como um ativo crítico no contexto digital.
Geograficamente, Lisboa e Porto concentram quase metade das reclamações. Assim, os grandes centros urbanos evidenciam níveis mais elevados de exigência por parte dos consumidores.
Segmento low-cost com crescimento crítico
O segmento low-cost registou um aumento expressivo de 271,65% nas reclamações. Este crescimento é impulsionado sobretudo pela Digi Portugal, que lidera claramente neste indicador.
No entanto, o desempenho de outras marcas demonstra que é possível manter níveis elevados de satisfação. Assim, o setor apresenta diferenças relevantes na qualidade percebida pelos consumidores.
Reputação e confiança determinam competitividade
O estudo conclui que a reputação pode representar até 63% do valor de mercado das empresas. Por sua vez, a confiança assume um papel central na retenção e fidelização de clientes.
Segundo o Portal da Queixa, a competitividade deixou de depender apenas do preço e da tecnologia. Assim, fatores como transparência, segurança e qualidade do atendimento tornam-se determinantes.
Para mais informação sobre indicadores económicos e comportamento do consumidor, consulte https://www.ine.pt
2026 marcado pela transformação para “Techco”
O relatório aponta que o setor deverá evoluir para um modelo “Techco”, centrado em serviços digitais e cibersegurança.
Entre as prioridades estratégicas destacam-se:
– Reforço da transparência com o cliente
– Investimento em proteção de dados
– Humanização do atendimento com apoio da inteligência artificial
– Utilização das reclamações como ferramenta de melhoria
Por fim, esta transformação será determinante para responder às novas exigências do mercado e recuperar a confiança dos consumidores.
Para análise de tendências digitais e impacto tecnológico, veja também https://ipressjournal.pt/tecnologia-e-consumidor
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