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A Solar – Galeria de Arte Cinemática inaugura, no dia 6 de dezembro, três novas exposições resultantes de residências artísticas e dos Pós-Laboratórios de Verão. As mostras reúnem obras que exploram natureza, corpo, identidade, memória e juventude, reforçando o papel da Solar na promoção de criação contemporânea.
A exposição Linhas de Bordadura, de Francisca Dores, apresenta uma reflexão crítica sobre a monocultura agrícola. A artista trabalha com imagens repetitivas, gestos industriais e paisagens marcadas por solos contaminados. O resultado questiona a artificialização da natureza e a estandardização de sementes transgénicas, num retrato visual entre o microscópico e o cósmico.
Em entre o meio-dia e as três, Sara Graça utiliza fotografia de grande formato e o horizonte como elemento cinematográfico. A obra partiu de oficinas com adolescentes de Vila do Conde e inclui filmagens realizadas na praia de Carcavelos. A instalação combina um filme e um conjunto de imagens captadas nos dois locais.
A exposição colectiva Pós-Laboratórios de Verão 2025 reúne projectos de Catarina Braga, Dora Vieira, Renato Cruz Santos e Mariana Sardon, desenvolvidos em parceria com o gnration e o CIAJG. As obras exploram tecnologia, corpo, território e memória. Destacam-se um vídeo-ensaio sobre mediação digital, uma instalação imersiva pós-humana, um retrato audiovisual da comunidade das Caxinas e uma paisagem sonora inspirada em compostos naturais e sintéticos. Mariana Sardon apresentará ainda uma performance associada ao projecto Botânica Electromagnética.
Com estas três mostras, a Solar reafirma a sua missão de promover investigação artística e diálogo entre arte, cinema e questões socioambientais contemporâneas.

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