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Helitransporte “Helicopter Underwater Escape Training (HUET)”

Tempo de leitura estimado: 2 minutos

O trágico acidente da queda do helicóptero de combate a incêndios no Douro com uma equipa da UEPS da GNR, trouxe-me à memória uma conversa de alguns meses atrás, precisamente sobre o helitransporte de bombeiros.

Numa troca de impressões com um oficial bombeiro que tinha frequentado o Curso de Helitransporte, questionei o mesmo se no curso que tinha tido formação e treino de “Helicopter Underwater Escape Training (HUET)”, a sua resposta foi que não e que no continente, assim como na Madeira e Açores, os helicópteros ao serviço do Sistema de Combate a Fogos não podiam sobrevoar o mar, logo não se justificava a frequência e treino de HUET.

Perante esta resposta questionei-o:

E se por avaria o helicóptero for para o mar?

E em terra não há rios e barragens?

O meu interlocutor continuou a argumentar:

Em Portugal não é possível fazer o HUET, já viu o custo de bombeiros e GNR’s irem ao estrangeiro fazerem o curso e treino“.

Helitransporte "Helicopter Underwater Escape Training (HUET)"

Helicopter Underwater Escape Training (HUET)

Ora em Portugal há um Centro de Formação com instalações e equipamentos para HUET, as entidades privadas são obrigadas a cumprir com todas as exigências, como acontece no helitransporte para plataformas petrolíferas, em que as empresas são obrigadas a certificar e treinar os seus colaboradores em HUET.

Neste acidente o piloto sobreviveu, conseguiu sair da aeronave submersa, possivelmente terá tido formação e treino de HUET, deixo as perguntas:

Caso tivessem formação e treino de HUET, os elementos da UEPS poderiam ter sobrevivido?

Quem poderá ser responsabilizado, a ANEPC a GNR?

Tristemente este acidente termina em cinco mortes e cinco famílias enlutadas, deixo os meus sentidos pêsames às famílias e à UEPS/GNR.

Armando Pereira

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One comment

  1. Luís Pimentel Costa

    Está visão é de um profissional da segurança que bem conheço e que sei da sua competência. Diz tudo em poucas palavras e enuncia um plausível cenário que nos parece correto. Depois deste desfecho, entendo que o Estado português deveria ser responsabilizado, não pelo acidente como é óbvio,as pelas consequências funestas em que este terminou.

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