Tempo de leitura estimado: 3 minutos
No Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) destaca que o suicídio continua a ser uma das principais causas de morte evitável em Portugal e no mundo. Apesar da sua complexidade, a investigação científica é clara: o suicídio pode ser prevenido. Assim, a OPP lança neste dia uma Factsheet e um documento de apoio aos decisores políticos.
O que a OPP propõe no Dia Mundial da Prevenção do Suicídio
No Policy Brief divulgado esta quarta-feira, a OPP lembra que, em Portugal, ocorrem cerca de 3 suicídios por dia. Por isso, o documento apresenta recomendações estratégicas para a prevenção do suicídio:
- Cumprir o rácio recomendado de 1 Psicólogo por cada 5.000 utentes no Serviço Nacional de Saúde. Deste modo, o país poderia implementar um futuro Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, criar programas universais de prevenção da depressão, capacitar equipas de Saúde para identificar sinais precoces de risco e assegurar um encaminhamento eficaz.
- Reforçar as políticas sociais, que também reduzem o risco suicidário. Entre as intervenções prioritárias contam-se a proteção do rendimento, o acesso digno à habitação, o acesso universal à saúde, as políticas ativas de emprego e os programas de apoio psicossocial comunitário.
- Promover uma comunicação responsável dos Media. De facto, os Media desempenham um papel decisivo na prevenção do suicídio, sobretudo quando seguem as boas práticas e as orientações baseadas na Ciência Psicológica.
Além disso, pode consultar o Policy Brief e a Factsheet completos no site da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Para mais informação relacionada, veja também a nossa secção de Saúde.
Sinais de alerta a que devemos estar atentos
A prevenção começa, muitas vezes, na atenção de quem está próximo. Por isso, importa conhecer alguns sinais de alerta que a literatura em saúde mental costuma identificar. Entre eles encontram-se a expressão de desesperança, o isolamento social progressivo, alterações bruscas de humor ou de comportamento, o afastamento de atividades antes valorizadas e referências verbais ao desejo de desaparecer.
Perante estes sinais, a recomendação dos profissionais é clara: escutar sem julgar, levar a sério o que é dito e incentivar a procura de ajuda especializada. Com efeito, falar abertamente sobre o tema não aumenta o risco; pelo contrário, ajuda a aliviar o sofrimento e abre caminho ao apoio. Deste modo, cada pessoa pode tornar-se parte ativa de uma rede de proteção à sua volta.
Contactos úteis e linhas de apoio
Se precisar de ajuda, ou conhecer alguém em sofrimento, estas linhas estão disponíveis:
- INEM: 112
- SNS24 – Serviço de Aconselhamento Psicológico: 808 24 24 24
- SOS Voz Amiga (15h30 – 00h30): 213 544 545 / 912 802 669 / 963 524 660
- Conversa Amiga (15h – 22h): 808 237 327 / 210 027 159
- Telefone da Amizade (16h – 23h): 228 323 535
- Linha Nacional de Prevenção do Suicídio (24h): 1411





