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A GS1 Portugal reuniu produtores, retalhistas, associações setoriais e autoridades fiscalizadoras para debater os principais desafios da cadeia hortofrutícola em Portugal. Entre os temas abordados estiveram os desafios da cadeia hortofrutícola em Portugal 2026.
O encontro colocou em destaque temas como digitalização, rastreabilidade, organização da produção, gestão da cadeia de abastecimento e competitividade internacional.
GS1 Portugal defende partilha de dados fiáveis
Na abertura da sessão, Paulo Gomes, Diretor-Geral da GS1 Portugal, defendeu uma cadeia de valor assente na partilha de informação fiável, interoperável e verificável.
Além disso, sublinhou a importância da transição digital para melhorar a eficiência entre todos os operadores do setor.
A GS1 Portugal assumiu igualmente o objetivo de funcionar como ponto de encontro entre empresas e entidades ligadas à produção e distribuição alimentar.
Mais informações sobre a organização podem ser consultadas em:
https://www.gs1pt.org
Setor hortofrutícola enfrenta desafios estruturais
João Dias, do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral do Ministério da Agricultura e Mar, destacou o crescimento consistente do setor em Portugal.
Segundo os dados apresentados, o país registou um aumento da área de produção e um recorde de exportações hortofrutícolas em 2024.
No entanto, persistem vários desafios estruturais. Entre eles estão a revisão da Política Agrícola Comum, as alterações climáticas, os problemas de regadio, a fitossanidade, a escassez de mão de obra e os custos de produção.
Por outro lado, foi salientado que a União Europeia continua a representar cerca de 80% das exportações portuguesas do setor.
Organização e investimento considerados prioritários
Durante o debate sobre competitividade, vários intervenientes defenderam maior organização da produção e reforço do investimento.
Augusto Ferreira, da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, considerou essencial criar cooperativas mais fortes e com maior capacidade financeira.
Já Rodrigo Vinagre, presidente do Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, alertou para a necessidade de garantir uma distribuição mais equilibrada do preço final ao longo da cadeia de valor.
Além disso, Domingos Joaquim Filipe dos Santos, da Associação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas, destacou a importância do regadio para o futuro do setor.
Segundo o responsável, “não falta água, há é pouco armazenamento e pouca distribuição”.
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