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O relatório “Global Cybersecurity Outlook 2025”, divulgado em janeiro pelo Fórum Económico Mundial, confirma o aumento crescente de ataques cibernéticos, dificultando a gestão eficaz de risco, impulsionado por um cenário desafiador que inclui a rápida adoção de tecnologias emergentes (IA), as tensões geopolíticas, a dependência de cadeias de fornecimento mais complexas e novos requisitos regulatórios.
A analise das tendências de segurança cibernética que impactarão economias e sociedades no próximo ano, aponta que, apesar de 66% das organizações preverem que a IA terá um impacto significativo na segurança cibernética, apenas 37% dos entrevistados têm a capacidade de avaliar a segurança das ferramentas antes da sua implementação. Embora o dado exponha uma fragilidade do setor, ele reforça a necessidade de adicionar à IA a uma infraestrutura robusta de cibersegurança, capaz de proteger operações de forma efetiva e evitar qualquer dano aos activos digitais, além de assegurar o processamento seguro de dados e informações sensíveis.
“Muitas entidades lutam com os recursos necessários para prever e detectar riscos digitais, mas precisamos ter em mente que os cibercriminosos também já utilizam diversas tecnologias no seu dia a dia. Esta ameaça eleva ainda mais o papel da cibersegurança no atual cenário de vulnerabilidade social que enfrentamos”, explica Luís Martins, VP Portugal para a Cipher, divisão de cibersegurança do Grupo Prosegur. “A IA não é apenas uma vantagem no setor, mas algo intrínseco para o mercado que precisa ir além dos métodos tradicionais de proteção e implementar defesas que sejam mais precisas” afirma o gestor.
Apesar das preocupações acerca da sua implementação, a inteligência artificial continuará a ser um dos principais aliados da cibersegurança nos próximos anos. Somada à automação, a IA permanece como uma das tecnologias capazes de entregar uma maior eficiência operacional para as empresas, além de operar com uma maior agilidade, o que ajuda a mitigar os riscos de um ciberataque. “Há uma procura por soluções e plataformas automatizadas, por exemplo, que podem detectar falhas de segurança que poderiam passar despercebidas por análises tradicionais. Além disso, a IA pode analisar cenários que apresentem potenciais riscos, apoiando o sucesso da gestão ao reduzir falsos positivos e promovendo um tempo de resposta mais rápido”, complementa Luis Martins.
A privacidade dos dados e a necessidade de treio constante dos algoritmos para garantir precisão das recomendações e respostas são apenas alguns dos pontos críticos que o setor de cibersegurança tem enfrentado. Esse treino de algoritmo, alimentado por dados inteligentes, é essencial para garantir que os ataques sejam monitorizados e detectados rapidamente, por tratar-se de um processo automatizado que auxilia no reconhecimento de padrões.
As ferramentas de IA podem apoiar na monitorização de ciberataques, mas as empresas ainda enfrentam dificuldades em implementar recursos seguros.
nn
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