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Projeto do CDI Portugal e da Câmara Municipal da Maia promove tecnologia, inclusão e cidadania digital
O Centro de Inovação Carlos Fiolhais (CICF) é o novo Laboratório de Inovação Social com Tecnologia da cidade da Maia, um espaço que junta educação, ciência, criatividade e inclusão digital.
Fruto de uma copromoção entre o CDI Portugal e a Câmara Municipal da Maia, o CICF propõe uma metodologia prática e colaborativa, centrada em aprender fazendo — experimentar, criar, falhar e voltar a tentar.
Aqui, robótica, inteligência artificial, música, arte digital, programação e design são usadas como ferramentas de transformação social.
Aberto a alunos, professores, famílias e à comunidade, o espaço posiciona-se como um laboratório vivo de cidadania digital e inovação educativa.
Um espaço de aprendizagem criativa e tecnológica para todos
Destinado a jovens dos 12 aos 18 anos, mas também a educadores e famílias, o CICF é um espaço inclusivo, acessível a todos os contextos sociais.
Os participantes podem escolher livremente os temas que mais os inspiram, através de “Universos” temáticos que combinam tecnologia, criatividade e consciência social.
Entre as áreas de aprendizagem encontram-se:
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Programação e Inteligência Artificial
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Robótica e eletrónica aplicada
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Design e conteúdos digitais
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Impressão 3D e fabricação digital
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Cidadania digital e combate à desinformação
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Sustentabilidade e tecnologia verde
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Comunicação, rádio e podcasts
Cada projeto é registado e reconhecido, permitindo aos participantes construir um percurso contínuo de aprendizagem e desenvolvimento de competências digitais, criativas e cívicas.
Universos do CICF — onde a curiosidade se transforma em inovação
O Centro organiza as atividades em universos temáticos, que abrangem desde a programação até à sustentabilidade ambiental:
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CODE: Programação, IA e cibersegurança. Inclui projetos como Criadores do Futuro (Minecraft Education Edition) e Vibe Coding.
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BOT: Robótica e circuitos eletrónicos, através do Clube de Código e do projeto AstroPi da ESA.
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PLAY: Criação de jogos digitais, narrativa interativa e uso responsável da Internet (InGaming e Digital Content Lab).
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MAKE: Impressão 3D, corte a laser e fabricação digital, com iniciativas como 3D for a Cause e F1 in Schools.
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GREEN: Tecnologia sustentável e uso de dados para cidades inteligentes, com o projeto City Data.
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VOICE: Rádio, jornalismo e combate à desinformação, reforçando a literacia mediática.
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LINK: Formação, eventos e partilha de conhecimento entre escolas, professores e comunidade (Repair Café, Meetups e CAE).
O modelo do CICF é flexível e contínuo, permitindo que os participantes frequentem projetos e workshops durante todo o ano letivo.
As inscrições decorrem online em www.centroinovacaocarlosfiolhais.pt.
Tecnologia como ferramenta de inclusão e transformação social
O CICF segue a filosofia dos Centros de Cidadania Digital (CCD) do CDI Portugal, que colocam a tecnologia ao serviço das pessoas.
Estes centros promovem a apropriação cidadã do digital, desafiando os participantes a usar a tecnologia para resolver problemas reais e construir comunidades mais sustentáveis e participativas.
Os CCD baseiam-se em valores de inclusão, literacia digital e responsabilidade social, formando cidadãos mais críticos, criativos e conscientes do impacto da tecnologia na sociedade.
CDI Portugal: dez anos a transformar vidas através da tecnologia
Criado em 2013, o CDI Portugal (Center of Digital Inclusion) é uma organização sem fins lucrativos que atua na inovação e inclusão digital.
A ONG tem como missão usar a tecnologia como meio de transformação social, promovendo competências digitais e cívicas em todos os públicos.
Entre os seus projetos destacam-se o Apps for Good Portugal, o Centro de Cidadania Digital e o novo Centro de Inovação Carlos Fiolhais, todos com um objetivo comum:
tornar a tecnologia acessível, útil e transformadora para todos.
“O CICF é a concretização de uma visão: colocar a tecnologia e a inovação nas mãos de todos, promovendo talento, inclusão e cidadania ativa.
Queremos que cada pessoa encontre aqui o seu universo e o seu futuro”, afirma João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal.





