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A nova temporada do Ballet do Douro abre a 14 de Novembro com a estreia de “Cantos de Camões”, no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia. Além disso, a direcção apresenta o programa 2026/27 como o mais ambicioso desde a fundação da companhia, em 2022.
A companhia tem sede em Gaia e reúne 26 bailarinos de mais de dez nacionalidades. Por sua vez, a direcção artística é de Sílvia Boga, que assina também a coreografia desta estreia.
Camões transformado em movimento
“Cantos de Camões” parte da obra e da dimensão humana de Luís de Camões. Assim, a peça trabalha a viagem, o amor, o exílio, a perda e o desejo de compreender o mundo, convertendo esses temas em movimento.
O espectáculo começa às 21h30 e tem classificação M/6. Em seguida, os bilhetes custam 12 euros, mais custos de operação, e estão à venda na Ticketline. Por fim, o município de Vila Nova de Gaia figura como promotor.
Ressonâncias junta dança, violoncelo e palavra
A 30 de Novembro, a companhia estreia “Ressonâncias” na Escola Superior Artística do Porto. Além disso, a criação reúne dois bailarinos, um violoncelista e um declamador, num formato de proximidade.
Portanto, é a proposta mais intimista da temporada. Depois, procura o encontro entre a dança, a música ao vivo e o texto dito em palco.
O Quebra-Nozes regressa e percorre quatro palcos
“O Quebra-Nozes” volta ao Teatro Municipal de Gaia a 5 e 6 de Dezembro. De facto, trata-se de um dos maiores êxitos da companhia e de um dos pilares do repertório clássico.
Depois de Gaia, a produção segue para o Teatro Municipal de Ourém, a 12 de Dezembro. Por fim, encerra no Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave, a 18 e 19 de Dezembro. O título é um clássico da época natalícia e já passou, por exemplo, pelo CineTeatro do Montijo.
Dois espectáculos para o público mais novo
O ciclo “Contos de Portugal e do Mundo” traz duas estreias em Dezembro. Em primeiro lugar, “Os Músicos de Bremen” sobe à cena a 15 de Dezembro, no Porto. Em seguida, “O Carnaval dos Animais” chega ao Cine-Teatro Eduardo Brasão, em Gaia, a 20 de Dezembro.
O programa cruza dança e narração e destina-se a crianças e famílias. Por isso, o objectivo declarado é proporcionar um primeiro contacto com as artes performativas.
O que diz a produção sobre a temporada do Ballet do Douro
“O início de uma nova temporada é sempre um momento particularmente importante para o Ballet do Douro”, afirma Alexandre Oliveira, produtor da companhia. “É a oportunidade de voltar a apresentar o trabalho que temos vindo a desenvolver, de levar novas criações ao encontro dos públicos e de continuar a afirmar a identidade de uma companhia portuguesa com ambição internacional.”
Além disso, o produtor acrescenta que a temporada reflecte aquilo que a companhia pretende construir. “Uma companhia capaz de criar a partir da nossa cultura e do nosso território, de dialogar com diferentes linguagens artísticas e, simultaneamente, de manter uma relação próxima com o grande repertório clássico.”
A temporada do Ballet do Douro inclui ainda outras criações já anunciadas. Entre elas, surge “Douro, Alma de Fogo”, que assinala os 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial, bem como “Amadeo”, da coreógrafa polaca Anna Hop, sobre a vida e a obra de Amadeo de Souza-Cardoso. Entretanto, o clássico “Giselle” também consta do programa, embora sem datas divulgadas.
Na mesma área, recorde-se que Bernardo Graça venceu o prémio jovens artistas do Coliseu Porto Ageas na dança.
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