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Novo álbum instrumental no ano em que Ramón Galarza celebra 50 anos de carreira. Ramón Galarza lança novo álbum instrumental Sonus este ano especial.
No ano em que assinala 50 anos de carreira, Ramón Galarza apresenta um novo projeto discográfico da Ramón Galarza’s Band, intitulado “Sonus”. Trata-se de um álbum instrumental que afirma a maturidade artística, a liberdade criativa e a visão musical global do músico português.
Este novo trabalho sucede aos álbuns “Galarza” (2018) e “Qu’est-ce qui se passe?” (2022), consolidando um percurso consistente e multifacetado. “Sonus” é composto por 10 temas inéditos, todos da autoria de Ramón Galarza, e está disponível em todas as plataformas digitais.
A Ramón Galarza’s Band é constituída por Diogo Sebastião dos Santos (piano e teclados), Ryoko Imai (percussões tímbricas e rítmicas), Bernardo Fesch (baixo), Ramón Galarza (bateria, percussões, teclados e programações). Além disso integra, ainda, Moisés Fernandes (trompete e flugel).
O álbum conta ainda com a participação especial de Miguel Noronha de Andrade (guitarras), Nana Sousa Dias, Desidério Lázaro e Paulo Gravato (saxofones). Além deles, Daniel Dias (trombone) e Raquel Queirós (violoncelo).
De natureza instrumental, “Sonus” explora influências harmónicas e melódicas do jazz e da fusão. Além disso, integra uma abordagem contemporânea marcada por referências da world music e por sonoridades atuais. O resultado é um trabalho sofisticado, onde a identidade musical de Ramón Galarza se afirma de forma clara e madura.
A produção de “Sonus” esteve a cargo de Ramón Galarza e Bernardo Fesch, assegurando coesão artística e consistência sonora ao longo de todo o álbum.
Com este lançamento, Ramón Galarza reafirma a sua relevância no panorama musical contemporâneo, apresentando um disco que cruza experiência, inovação e uma linguagem musical universal.
O álbum conta com o apoio da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores.
Biografia | Ramón Galarza
Ramón Galarza conta com uma carreira de 50 anos no panorama musical português. Estudou piano, percussão, solfejo e harmonia, iniciando a sua atividade profissional em 1976 como baterista em diversos projetos musicais e como músico de estúdio. Nesses papéis, colaborou com inúmeros nomes da música nacional.
Em 1980, integrou a banda Banda Sonora, com Rui Veloso, participando em álbuns marcantes como Ar de Rock, Um Café e um Bagaço, Fora de Moda e Rui Veloso.
A partir de 1983, dedicou-se intensamente à produção musical, sendo responsável por vários discos relevantes da música portuguesa. Como orquestrador, participou em festivais nacionais e internacionais. Destacam-se, entre eles, o Festival RTP da Canção e certames realizados na Bulgária, Malta, Espanha, Estados Unidos, Turquia, Paraguai e Brasil.
Em 1986, fundou a empresa Tchatchatcha, com estúdios próprios de gravação, onde foram produzidos discos e conteúdos áudio em diversas áreas artísticas.
Na televisão, participou como músico em múltiplos programas e exerceu funções como produtor musical da RTP, participando em 11 edições do Festival da Eurovisão. Assumiu ainda a produção e direção musical de séries como Rua Sésamo, Em Português Nos Entendemos e Jardim da Celeste. Além disso, desenvolveu projetos para a Disney, como Clássicos Disney e Uma História por Dia.
Com Herman José, foi diretor musical e baterista em programas como O Tal Canal, Hermanias e Crime na Pensão Estrelinha.
A partir de 1988, trabalhou com os Xutos & Pontapés, coproduzindo os álbuns 88 e Gritos Mudos. Produziu também os singles Submissão e Tu Aí. Adicionalmente integrou a banda como teclista durante dois anos.
Ao longo da sua carreira, colaborou com artistas como Rão Kyao, Banda do Casaco, Carlos Paião, Dulce Pontes, Rita Guerra, Marco Paulo, Adelaide Ferreira, Gato Fedorento, entre muitos outros.
Assinou bandas sonoras para várias telenovelas, incluindo Último Beijo, Jóia de África, Saber Amar, Amanhecer, Coração Malandro, Morangos com Açúcar e Queridas Feras. Foi ainda jurado em programas televisivos como Chuva de Estrelas e Ídolos.
Em 2009, editou o seu primeiro álbum a solo, Herr G – 51.11. Em 2018, lançou Galarza, já com a Ramón Galarza’s Band. Seguiu-se, em 2021, o disco Qu’est-ce qui se passe?, com forte influência do jazz e da fusão.
Em 2022, foi responsável pela direção musical do espetáculo A Festa do Circo, apresentado no Coliseu do Porto. Em 2023, concretizou o projeto “Symetrix Universe”, uma obra instrumental interpretada pela Orquestra Filarmónica Portuguesa.
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