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A Feira Autónoma prepara a sua 4.ª edição e regressa à Biblioteca Municipal de Almada com entrada livre, reunindo cerca de sessenta projectos de edição independente provenientes de várias regiões de Portugal, Brasil, Estados Unidos da América e Argentina. O evento afirma-se como um espaço dedicado à banda desenhada, ilustração, literatura, livros de artista, serigrafia, risografia e todas as formas de publicação física produzidas de forma autónoma.
A programação inclui duas oficinas gratuitas mediante inscrição prévia: a “Oficina de Encadernação Criativa”, orientada pela micro-editora Editions N’Importe Quoi, e “Karaoke Zine”, dinamizada pelo projecto O Gato Mariano, criado por Tiago da Bernarda. Ambas decorrem durante a manhã e têm vagas limitadas.
Uma feira que celebra a edição independente
Criada por Ana Margarida Matos, artista visual e autora de banda desenhada residente em Almada, a Feira Autónoma nasceu com o propósito de fortalecer a comunidade da edição independente, descentralizar a oferta cultural e promover novos encontros entre artistas e público. A artista tem publicado trabalhos em Portugal, EUA e Letónia, e participou recentemente na Conferência PIC, em Kiev, onde apresentou obra pessoal, a própria Feira e a exposição “Ever So Slightly”.
Nesta edição será inaugurada a exposição “Entre”, dedicada à artista luso-chilena Amanda Baeza, que apresenta trabalhos recentes cruzando ilustração, banda desenhada, desenho, têxtil, cerâmica e bonecos de pano. A mostra explora o diálogo entre diferentes linguagens visuais e revela o espaço onde as práticas da artista se encontram.
Concurso Empurrão e actividades paralelas
Durante o evento decorre a segunda edição do Concurso Empurrão, destinado a premiar o melhor fanzine criado pelas bancas participantes. A votação é presencial e o projecto vencedor recebe um prémio de 100 euros.
A Feira abre também dois formulários — integrados na “Rede Autónoma” — para artistas interessados em propor workshops e para projectos musicais que pretendam integrar a programação. O objectivo é ampliar a participação da comunidade, reforçar a colaboração e consolidar o evento como um espaço acessível e em permanente expansão.
As criadoras que moldam a edição deste ano
A identidade gráfica da Feira é da autoria de Rita Mota, designer e artista que trabalha com narrativas experimentais e publicação editorial. Publicou recentemente o livro “autocomiseração” e colabora regularmente com instituições culturais e educativas. Integra o colectivo Goteira e participa na organização do Clube do Livro de BD da Bedeteca do Porto e do encontro Miragem, em Marvila.
A comunicação visual fica a cargo de Julee Pinto, artista residente em Lisboa cuja prática cruza escultura, instalação, fotografia experimental e investigação material. Participa em residências artísticas e desenvolve projectos de mediação e oficinas em contextos comunitários.
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