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Ponta Delgada inicia a programação de Capital Portuguesa da Cultura 2026 com um espetáculo inaugural no Coliseu Micaelense, marcado para 29 de janeiro, às 19h30. O evento tem direção artística de António Pedro Lopes e apresenta “Deixa Passar a Vida”, inspirado no poema “Ode à Paz”, de Natália Correia.
A abertura assinala o arranque de um ano dedicado à criação cultural, à participação pública e à valorização da identidade açoriana. Segundo a organização, a PDL26 pretende afirmar a região como um polo cultural de inovação e envolvimento comunitário, com iniciativas que cruzam tradição e expressão contemporânea.
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Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura 2026 com programação ao longo do ano
Ao longo de 2026, o público terá acesso a uma programação distribuída por várias áreas, com curadores convidados. Estão previstas iniciativas em Música, Teatro, Cinema e Audiovisual, Dança e Artes Inclusivas, Artes Visuais, Literatura e Gastronomia.
Além disso, a programação inclui Arquitetura e Arte Urbana, Etnografia e Antropologia, Religiosidade e projetos de ligação à comunidade. O objetivo passa por mobilizar artistas e produtores locais, ao mesmo tempo que se abre a cidade a públicos externos às ilhas.
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Curadores e áreas da Ponta Delgada Capital Portuguesa da Cultura 2026
A direção artística da PDL26 é assumida pela fadista Katia Guerreiro, com o mote “O Lugar do Amanhã”. A organização convidou personalidades ligadas aos Açores para assegurarem curadorias por área.
Na Gastronomia, a curadoria é de António Cavaco. A Arquitetura e Arte Urbana fica a cargo de Bernardo Rodrigues. As Artes Visuais são da responsabilidade de José Maçãs de Carvalho. A Música é programada por Katia Guerreiro, Isabel Worm e Tiago Curado.
No Teatro, a curadoria é de Lúcia Moniz e Paulo Quedas. O Cinema e Audiovisual é coordenado por Luís Filipe Borges. A Dança e Artes Inclusivas tem curadoria de Maria João Gouveia.
A programação de Etnografia e Antropologia é dinamizada pelo Museu Carlos Machado. A área da Religiosidade está a cargo de Susana Goulart da Costa. A Literatura tem curadoria de Paulo Ferreira, ligado ao Festival Utopia.
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Placenta Insularis destaca arquitetura e modos de vida nos Açores
Um dos projetos em destaque é “Placenta Insularis”, desenvolvido por Bernardo Rodrigues, curador de Arquitetura e Arte Urbana. O arquiteto, natural dos Açores e com estúdio no Porto, propõe um programa que procura estudar e valorizar as bases materiais e culturais que permitiram a subsistência no arquipélago ao longo do tempo.
O programa inclui visitas e encontros orientados para escolas e público em geral. Entre as ações previstas estão visitas a quintas de ananás, antigas tecelagens e tinturarias, bem como momentos de partilha com especialistas. A ideia central passa por compreender como as ilhas consolidaram recursos e práticas para “habitar, vestir e alimentar”.
A calendarização detalhada das iniciativas será divulgada pela organização através dos canais oficiais do projeto. Texto publicado pelo iPressJournal.pt.
