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O Centro Cultural de Belém apresenta, nos dias 7, 8, 10 e 11 de dezembro, o espetáculo A esta hora, na infância neva, uma criação de Victor Hugo Pontes em colaboração com a Companhia Maior. A obra parte do poema X de Cuidados Intensivos (1994), de Manuel António Pina, e propõe um diálogo entre corpos maduros e jovens intérpretes, explorando memória, fisicalidade e identidade artística.
As apresentações decorrem no Pequeno Auditório, com sessões marcadas para domingo às 17h00 e para segunda, quinta e sexta-feira às 20h00. A sessão de 10 de dezembro terá audiodescrição para pessoas cegas e com baixa visão e será filmada pela RTP2.
Corpos que contam a história do tempo
Nesta criação, Victor Hugo Pontes centra-se no potencial expressivo do corpo que acumulou experiência, memória e vivência artística. O coreógrafo retoma um percurso iniciado com intérpretes muito jovens e, agora, confronta essa energia com a fisicalidade amadurecida, marcada por história, intenção e presença cénica.
O espetáculo articula gerações distintas para evidenciar contrastes, mas também para enaltecer a profundidade do corpo que já viveu muito tempo. Entre limitações físicas e maturidade performativa, emerge uma reflexão sobre identidade, passagem do tempo e a infância que permanece como memória refinada.
Ficha artística
Direção artística: Victor Hugo Pontes
Cenografia: F. Ribeiro
Desenho de luz: Wilma Moutinho
Figurinos: Cristina Cunha
Assistência de direção: Cátia Esteves
Intérpretes: Angelina Mateus, Beatriz Mira, Carlos Nery, Cristina Gonçalves, Dinis Duarte, Du Nothin (Duarte Appleton), João Silvestre, Kimberley Ribeiro, Michel, Paula Bárcia
Consultoria artística: Madalena Alfaia
Consultoria musical: Hélder Gonçalves
Vídeo: Miguel C. Tavares
Coprodução: Companhia Maior, Nome Próprio, Centro Cultural de Belém, RTP, Cineteatro Louletano, Theatro Circo, Theatro Gil Vicente
Apoios: Comuna – Teatro de Pesquisa, Câmara Municipal de Lisboa, Teatro Nacional São João
A Nome Próprio é estrutura residente no Teatro Campo Alegre, com apoio da DGArtes.
O espetáculo integra ainda um poema de Boris Vian escrito para Le déserteur (1954).
Sobre a Companhia Maior
Com direção artística de Paula Varanda, a Companhia Maior desenvolve projetos com intérpretes seniores, promovendo criação contemporânea que valoriza corpos de diferentes idades e trajetórias. A estrutura tem apoio da Câmara Municipal de Lisboa e do Ministério da Cultura.
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