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O festival Que Jazz É Este? sai do centro de Viseu e leva o ciclo de outono a duas aldeias do concelho. A primeira tarde decorre este domingo, 11 de Outubro, em Silgueiros de Bodiosa. A segunda realiza-se a 25 de Outubro, em Várzea de Calde.
Cada domingo repete a mesma estrutura: uma arruada do colectivo Chinfrim, uma conversa aberta que cruza música e ciência, e dois concertos. A entrada é livre, com apelo a donativo consciente.
Domingo em Silgueiros de Bodiosa
O programa começa às 15 horas, na rua, com os Chinfrim, colectivo ambulante que mistura dixieland, blues, funk, rock, latin e reggae.
Às 15h30, nas instalações da ARDC de Santa Marinha, João Paulo André e Carlos Fiolhais conversam com Catarina Machado sobre “A Harmonia das Esferas”, livro que explora as relações entre música e ciência, da matemática e da física à biologia, à química e às ciências da saúde.
Às 16h30, na antiga escola primária, actuam Mar Mor e Filipa Fróis. O duo de improvisação livre, formado por Bruno Pinto e Miguel Rodrigues, junta-se à actriz e criadora numa peça que toma como mote a censura e o controlo do pensamento.
A tarde fecha às 17h30, na Capela de Santa Marinha, com o João Tavares Quinteto. Liderada pelo trompetista João Tavares, a formação apresenta música original e foi distinguida no 6.º Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro com os prémios de Melhor Ensemble e Melhor Arranjo.
A 25 de Outubro em Várzea de Calde
Na segunda tarde, a conversa é conduzida por Ana Bento com Nuno Trocado, em torno da tese de doutoramento “Analogia na Música e as Metáforas do Organicismo”, sobre a relação entre música e organismos.
Segue-se Os Filhos de Hey!, projecto que junta percussão, electrónica, objectos e vídeo, com Pedro Melo Alves, João Carlos Pinto e Maria Mónica. A imagem gera som e o som gera imagem, em criação simultânea.
O dia termina com o João Rocha Quarteto, formação nascida do recital final de licenciatura do baterista João Rocha, com Gil Silva, Lucas Oliveira e Gonçalo Cravinho Lopes. O quarteto toca sem instrumento harmónico.
A organização ainda não divulgou os horários desta segunda tarde.
Uma orquestra que junta cantadeiras, bombos e jazz
Em paralelo, o Colectivo Gira Sol Azul prepara o regresso da Orquestra (In)fusão, projecto de criação colectiva iniciado em 2015, sob direcção artística de Ana Bento e Bruno Pinto.
A formação reúne o Grupo de Cantadeiras de Várzea de Calde, os BodiBombos, o colectivo Batalha da Visa e músicos do Gira Sol Azul, com repertório original escrito para o conjunto.
O projecto inclui residências plásticas orientadas por Mara Maravilha, com habitantes das aldeias e da cidade a construir cenários, figurinos e adereços. O resultado sobe ao palco do Teatro Viriato a 22 de Dezembro.
Workshop de improvisação a 19 de Dezembro
O ciclo inclui ainda, a 19 de Dezembro, um workshop de jazz dirigido a músicos e estudantes de música, orientado pelo guitarrista e pedagogo Luís Lapa.
A sessão parte de “Chave Mestra”, livro do próprio Luís Lapa que reúne exercícios e ferramentas de improvisação, e termina com a apresentação do trabalho desenvolvido.
Informações adicionais em quejazzeeste.com





