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O Porto Lisboa-Setúbal apresentou um plano de investimento de mil milhões de euros destinado à descarbonização e à adaptação às alterações climáticas. O plano abrange o período entre 2025 e 2035. Por isso, representa um dos maiores compromissos climáticos do setor portuário nacional. A estratégia surgiu durante o 2.º Congresso da CPLP dedicado ao impacto das alterações climáticas nas infraestruturas de transportes.
O encontro realizou-se em Lisboa e reuniu decisores políticos, especialistas, académicos e profissionais dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O debate centrou-se nos desafios climáticos que afetam infraestruturas marítimas, portuárias, rodoviárias, ferroviárias e aeroportuárias. Além disso, o evento serviu para partilhar soluções inovadoras entre os países participantes.
Estratégia do Porto Lisboa-Setúbal assenta em dois eixos principais
O presidente do Porto Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha, participou na sessão dedicada à estratégia e decisão política. Neste sentido, apresentou as principais medidas em desenvolvimento para aumentar a sustentabilidade e a resiliência das infraestruturas portuárias. As iniciativas enquadram-se na estratégia “Dois Portos, Uma Visão e Dois Gateways”, alinhada com a visão Portos 5+ do Governo para o setor portuário nacional em 2025. Por outro lado, os Portos de Lisboa e Setúbal avançam também com um projeto de inteligência artificial.
Descarbonização absorve parte significativa do investimento climático
Uma das vertentes do plano centra-se na redução das emissões da atividade portuária. Entre os projetos previstos destacam-se a criação de um terminal Ro-Ro e a transferência modal. Além disso, o plano prevê o desenvolvimento de um terminal multiusos ligado à economia circular.
A instalação de infraestruturas de apoio à indústria eólica offshore integra igualmente o plano. A implementação de sistemas OPS (Onshore Power Supply) permite fornecer energia elétrica aos navios atracados, reduzindo emissões durante as operações portuárias. Por conseguinte, a estratégia abrange a descarbonização em toda a cadeia logística. A estratégia contempla ainda melhorias na navegabilidade do rio Tejo.
Adaptação climática reforça a proteção das infraestruturas portuárias
O segundo eixo estratégico orienta-se para a adaptação às alterações climáticas. O objetivo é mitigar os impactos nas operações portuárias e proteger as infraestruturas existentes.
Entre as medidas previstas destacam-se a construção de vaus resilientes com maior altura livre e as dragagens e deposição de areias. O plano inclui também a instalação de sistemas de sensorização fluvial e o reforço dos programas de manutenção. Por fim, prevê-se a melhoria dos mecanismos de vigilância e coordenação institucional com municípios e Marinha. A APSS também investiu recentemente em Setúbal, reforçando o compromisso regional com a modernização portuária.
Porto Lisboa-Setúbal reforça resiliência e competitividade climática
Estes investimentos visam preparar os portos para enfrentar fenómenos climáticos cada vez mais frequentes e intensos. Ao mesmo tempo, contribuem para a sustentabilidade ambiental do setor. Por isso, o Porto Lisboa-Setúbal assume um papel de liderança nesta transição.
A participação no Congresso da CPLP reforçou o compromisso com os objetivos da ação climática. Além disso, o evento criou oportunidades para desenvolver soluções inovadoras que aumentem a competitividade do sistema portuário nacional. O Porto de Sines também acolheu uma conferência internacional sobre inovação portuária, numa tendência crescente de debate sectorial.
Crédito da foto: Porto Lisboa-Setúbal.
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