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Maioria das mulheres já fantasiou com outras mulheres

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Um estudo internacional da Gleeden revela que 71% das mulheres inscritas na plataforma já tiveram fantasias sexuais com outras mulheres, apesar de muitas não se identificarem como lésbicas.

Os dados são divulgados no contexto do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia, assinalado a 17 de maio, e apontam para uma crescente dissociação entre identidade sexual e desejo.

Fantasias femininas ultrapassam identidade sexual

Segundo o estudo, 57% das mulheres heterossexuais admitem já ter tido fantasias com outras mulheres, enquanto 14% afirmam que essas fantasias são frequentes.

Além disso, 88% das participantes são casadas com homens. No total, 56% assumem-se como heterossexuais e 44% como bissexuais.

A sexóloga Flávia dos Santos considera que a orientação sexual pode variar ao longo da vida.

“A orientação sexual é muito o que nos mostra como somos bissexuais de nascimento, e vamos construindo o nosso desejo, as nossas fantasias e gratificações ao longo da vida”, afirma.

Curiosidade existe mas experiências continuam reduzidas

Apesar da curiosidade demonstrada pelas participantes, a concretização de experiências físicas continua limitada.

O estudo revela que apenas 14% afirmam sentir claramente vontade de ter uma experiência física com outra mulher.

Por outro lado, 43% admitem curiosidade ocasional, enquanto outros 43% dizem não ter qualquer interesse nesse tipo de experiência.

Entre os fatores apontados como potenciadores dessa possibilidade surgem a conexão emocional, curiosidade física e quebra da rotina.

No entanto, 57% das mulheres inquiridas afirmam que nenhum desses fatores seria suficiente para avançar.

Falta de referências surge como principal barreira

De acordo com o inquérito, a principal barreira identificada não é o julgamento social ou o sentimento de culpa.

Assim, 29% das participantes referem que o maior obstáculo é a falta de referências ou de saber como agir numa interação íntima com outra mulher.

O estudo sugere que esta limitação está mais ligada a fatores culturais e práticos do que à rejeição pessoal da experiência.

Plataforma aposta na liberdade feminina

A Gleeden, plataforma dedicada a encontros não monogâmicos, está presente em 150 países e realiza regularmente estudos sobre comportamento afetivo e sexual.

Segundo a empresa, o objetivo passa por proporcionar às mulheres um espaço seguro para explorar a intimidade sem julgamentos.

Além disso, 75% das utilizadoras afirmam recorrer à plataforma para explorar aspetos da sexualidade que não conseguem expressar na relação principal.

Flávia dos Santos considera que a plataforma promove autonomia feminina e liberdade na vivência da sexualidade.

Mais informações disponíveis em Pressroom Gleeden Portugal.

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