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Após o êxito da edição inaugural, o Festival Internacional de Jazz de Oeiras (FIJO) regressa ao Auditório Ruy de Carvalho com uma programação reforçada e uma ambição clara de consolidação no panorama cultural nacional. A segunda edição decorre ao longo de oito dias, entre 18 e 28 de fevereiro. Além disso, resulta de uma organização da Câmara Municipal de Oeiras, em parceria com a agência Clave na Mão.
A programação mantém as premissas que marcaram a estreia do festival, apostando no cruzamento de gerações, na equidade, na descentralização cultural e numa visão internacional liderada por músicos portugueses integrados em formações de referência mundial.
Abertura com quarteto internacional liderado por mulheres
O FIJO 2026 arranca a 18 de fevereiro com um quarteto que reúne Sara Dowling, Clara Lacerda, Romeu Tristão e Jorge Rossy. O concerto destaca compositoras e instrumentistas. Destaca ainda uma formação que cruza percursos internacionais com talento português.
Sara Dowling, distinguida como melhor vocalista nos British Jazz Awards 2019, e Jorge Rossy, baterista de referência com mais de 180 gravações ao lado de nomes como Brad Mehldau e Wayne Shorter, encontram-se em palco com Clara Lacerda e Romeu Tristão para interpretar composições originais num concerto exclusivo para o festival.
Concertos internacionais e estreia nacional
No dia 19 de fevereiro, o festival recebe Rebecca Martin, acompanhada pelo guitarrista norueguês Lage Lund. O duo apresenta, em estreia nacional, um concerto marcado pela sofisticação harmónica. Para além disso, destacam-se a forte identidade autoral.
A programação inclui ainda o saxofonista Andy Sheppard, que sobe ao palco a 27 de fevereiro com o seu trio, apresentando um novo trabalho discográfico editado pela ECM, ao lado de Rita Marcotulli e Michel Benita.
Vertente pedagógica e criação de novos públicos
Uma das grandes novidades desta edição é a introdução de uma componente pedagógica. A 20 de fevereiro realiza-se uma masterclasse gratuita com o saxofonista David Binney. No dia seguinte, ele se apresenta em concerto com o João Barradas Trio, no espetáculo “Aperture”, baseado no álbum editado em novembro passado.
No dia 22 de fevereiro, em sessão de matiné, o festival propõe “A Idade do Jazz”, um concerto comentado para famílias, com a atriz Isabel Ruth, recriando o ambiente dos clubes de jazz dos anos 20 e promovendo o contacto intergeracional com a história do jazz.
Encomendas, homenagens e encerramento multicultural
A 26 de fevereiro estreia-se o concerto “As Folhas Novas Mudam de Cor – A música de António Pinho Vargas”. O concerto é um projeto de encomenda que revisita a obra jazzística do compositor. Destaca-se também as interpretações de José Soares, Miguel Meirinhos, Hugo Carvalhais e Mário Barreiros.
O encerramento do festival, a 28 de fevereiro, fica a cargo do Sexteto Mosaïc, numa proposta que cruza jazz e música mediterrânica, reunindo músicos de Portugal, França, Bulgária e Tunísia, num concerto que simboliza a dimensão intercultural do FIJO.
PROGRAMA
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18 fevereiro, 21h30 | Sara Dowling, Clara Lacerda, Romeu Tristão e Jorge Rossy
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19 fevereiro, 21h30 | Rebecca Martin & Lage Lund
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20 fevereiro, 15h00 | Masterclasse com David Binney
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21 fevereiro, 21h30 | “Aperture” – João Barradas Trio & David Binney
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22 fevereiro, 18h00 | “A Idade do Jazz” – concerto comentado para famílias
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26 fevereiro, 21h30 | “As Folhas Novas Mudam de Cor” – A música de António Pinho Vargas
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27 fevereiro, 21h30 | Andy Sheppard Trio
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28 fevereiro, 21h30 | Sexteto Mosaïc
