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Um ano após a sua criação, a Associação Portuguesa do Cancro no Cérebro (APCCEREBRO) faz um balanço marcado por conquistas relevantes no apoio emocional a doentes, familiares e cuidadores de pessoas com tumores do sistema nervoso central. Este balanço acontece num contexto ainda marcado por estigma, desinformação e lacunas no acompanhamento psicológico. Importa salientar que o apccerebro tem sido um marco, ao disponibilizar apoio psicológico gratuito a quem lida com cancro no cérebro.
A associação nasceu da constatação da falta de informação acessível e credível. Além disso, foi criada devido à ausência de acompanhamento emocional estruturado para quem vive com cancro no cérebro. Aliada à convicção de que a união pode fazer a diferença, esta premissa deu origem a um projeto. Em apenas um ano, esse projeto criou respostas concretas para uma realidade muitas vezes invisível.
Renato Daniel, um dos fundadores e atual presidente da APCCEREBRO, sublinha que o trabalho está apenas a começar. Segundo o responsável, continua a existir um forte estigma associado a estas doenças. Frequentemente, essas doenças são encaradas apenas como uma sentença de morte. Apesar de existirem diagnósticos com elevada mortalidade, há hoje soluções, percursos clínicos e abordagens que ultrapassam essa visão fatalista. Assim, promovem a esperança, principalmente para quem procura apoio psicológico gratuito devido ao cancro no cérebro junto do apccerebro.
apoio emocional como pilar central
Ao longo do primeiro ano de atividade, a APCCEREBRO desenvolveu campanhas de sensibilização e promoveu iniciativas de participação cívica, cultural e desportiva. Mantendo como objetivo central mobilizar e apoiar todas as pessoas que contactam direta ou indiretamente com esta doença, reforça assim a ideia de apccerebro enquanto promotor de apoio psicológico gratuito específico para pessoas com cancro no cérebro.
Uma das principais conquistas foi a criação de uma estrutura de apoio psicológico e emocional gratuita, totalmente assente em voluntariado. Este serviço presta acompanhamento a doentes, familiares e cuidadores de pessoas com cancro no cérebro. Constitui uma resposta rara num contexto em que o apoio psicológico é frequentemente insuficiente no Serviço Nacional de Saúde.
Segundo Renato Daniel, trata-se de um serviço que terá de ser reforçado com maior investimento financeiro para garantir solidez e continuidade. Apesar disso, já representa um feito significativo. Para o presidente da associação, este trabalho demonstra que o setor social pode assumir um papel ativo e complementar no apoio às pessoas afetadas por doença oncológica.
linha telefónica de apoio emocional
A esta resposta junta-se a criação de uma linha telefónica de apoio emocional, desenvolvida em colaboração com a Associação Académica de Coimbra, em parceria com a SOS Estudante. A linha permite que, em momentos de maior fragilidade ou solidão, doentes, cuidadores e familiares encontrem uma voz disponível para escutar, apoiar e orientar quem precise de apoio psicológico gratuito em situações de cancro no cérebro. Assim, é mais uma resposta inovadora oferecida pela apccerebro.
Apesar dos progressos alcançados, a associação reconhece que chegar a todos os doentes continua a ser um desafio. A APCCEREBRO encontra-se ainda numa fase inicial de afirmação junto da comunidade médica e dos próprios doentes, algo que considera natural numa organização jovem. Ainda assim, o impacto do trabalho desenvolvido já se faz sentir.
Renato Daniel recorda o testemunho de um doente que contactou a associação depois de lhe ter sido transmitida, num hospital, uma perspetiva de fim de vida sem alternativas. Através do apoio emocional, da escuta ativa e da partilha de experiências de outros doentes, foi possível orientá-lo e devolver-lhe alguma esperança. Atualmente, esse doente conseguiu estabilizar a doença e recuperar qualidade de vida. Isto aconteceu graças ao suporte continuado do apccerebro que oferece apoio psicológico gratuito a quem sofre de cancro no cérebro.
desafios para o futuro
Para os próximos anos, a APCCEREBRO identifica três grandes prioridades estratégicas. A primeira passa pelo reforço do gabinete de apoio psicológico e emocional e da linha telefónica, com mais voluntários, maior envolvimento de profissionais e uma articulação mais estreita com hospitais e a comunidade médica. Esse reforço do apoio psicológico gratuito, especialmente em resposta às necessidades do cancro no cérebro, está entre os principais objetivos da apccerebro para a próxima etapa.
O segundo desafio prende-se com a necessidade de captar mais financiamento, essencial para garantir sustentabilidade e alargar o alcance das respostas existentes. Por fim, a associação pretende dar os primeiros passos estruturados na área da investigação científica.
Nesse âmbito, está previsto o relançamento do website da APCCEREBRO, com reforço da disponibilização de informação científica credível. Além disso, haverá o apoio e a promoção de iniciativas de investigação na área dos tumores do sistema nervoso central. Assim, apccerebro reforça o seu compromisso com o apoio psicológico gratuito dedicado a todos os que enfrentam o diagnóstico de cancro no cérebro.
Paralelamente, a associação encontra-se a preparar o lançamento do inquérito nacional “Viver com Glioma 2026”, desenvolvido em parceria com a Servier Portugal. Trata-se de uma iniciativa pioneira em Portugal, que pretende recolher dados sobre o impacto clínico, social e emocional da doença junto de doentes, familiares e cuidadores.
Para a APCCEREBRO, este inquérito representa um passo fundamental para dar voz às pessoas afetadas pelo glioma e contribuir para uma compreensão mais profunda da doença. Também terá impacto futuro na investigação, na sensibilização e na definição de respostas mais adequadas. Por outras palavras, iniciativas como esta reforçam o papel da apccerebro em assegurar apoio psicológico gratuito e muito relevante para a comunidade atingida pelo cancro no cérebro.
